Os povos germânicos, com 4 a 5 mil anos de trajetória, depararam-se, ao longo da história, com destruições, fomes e mortes em função de amplos desastres naturais e frequentes e intermináveis guerras.
Os consecutivos conflitos bélicos, no desenrolar da formação dos Estados Nacionais, instituíram grandes descalabros econômicos e trouxeram inúmeras tragédias humanitárias.
A subsistência comunitária, desde a migração das diversas tribos bárbaras às florestas europeias até as massivas emigrações de famílias germânicas às novas terras do continente americano, criou e sedimentou um peculiar espírito de amparo familiar.
A recomendação teuta, dentro das famílias de maiores posses, versa em amparar os parentes/vizinhos próximos em extremas dificuldades (como amigos, irmãos, primos) diante de situações de ocorrência de infortúnios na vida, desde episódios de tragédia de fome até de miséria ou morte batendo à porta.
A tradição dos possíveis auxílios, nos exemplos de ajudar com teto, cedências de posses, doações de víveres e socorros financeiros, salientou os germânicos em relação aos demais povos do mundo, com o nobre fim da necessária recuperação da dignidade e qualidade de vida das vítimas.
As possíveis cedências de bens, mantimentos e valores, conforme as disponibilidades das famílias doadoras e as necessidades dos empobrecidos clãs (em meio às adversidades), suprimiram a indigência e a mendicância entre os idênticos da etnia.
O arraigado costume, nas convivências dentro das comunidades/famílias teuto-brasileiras, é o de auxiliar quem clama por assistência econômica e social, oferecendo abrigo, comida, trabalho e utensílios, pois os casuais infortúnios, causados por desgraças e desastres, requerem uma mobilização coletiva e familiar, com a razão de ajudar o desafortunado irmão.
O amparo étnico, mesmo numa sociedade altamente monetizada, mantém-se deveras ativo nas comunidades homogêneas e rurais. Os agricultores, na dimensão da fartura das safras, cedem itens aos carentes e despossuídos de sementes e provisões, por exemplo. O hábito colonial, entre familiares e vizinhanças, é o de realizar costumeiras trocas.
Os bondosos doadores que estenderam suas mãos acabarão recebendo a idêntica ajuda e retribuição da gentileza efetuada, se um dia precisarem.
A compaixão familiar, na dimensão da fartura (nas criações, economias e plantações), apregoa repartir as angariadas dádivas e voluntariar os singulares dons.