O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2025 com saldo de 1.279.498 vagas com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged apresentados nesta quinta-feira, 29, pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Foram 26.599.777 contratações e 25.320.279 demissões. São Paulo liderou a geração de empregos, com 311.228 novos postos (+2,17%), seguido por Rio de Janeiro (+100.920 / +2,60%) e Bahia (+94.380 / +4,41%). No Rio Grande do Sul, o saldo foi de apenas 46.277.
As maiores variações proporcionais foram registradas no Amapá (8,41%), Paraíba (6,03%) e Piauí (5,81%).O avanço ocorreu nos cinco grandes setores da economia. Serviços concentrou a maior parte das contratações, com saldo de 758.355 vagas (+3,29%), impulsionado por informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias e serviços sociais. O Comércio criou 247.097 postos (+2,3%), a Indústria abriu 144.319 vagas (+1,6%), a Construção somou 87.878 empregos (+3,1%) e a Agropecuária registrou 41.870 vagas (+2,3%).
Por setor
O avanço ocorreu nos cinco grandes setores da economia. Serviços concentrou a maior parte das contratações, com saldo de 758.355 vagas (+3,29%), impulsionado por informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias e serviços sociais. O Comércio criou 247.097 postos (+2,3%), a Indústria abriu 144.319 vagas (+1,6%), a Construção somou 87.878 empregos (+3,1%) e a Agropecuária registrou 41.870 vagas (+2,3%).
A taxa de rotatividade do emprego formal subiu de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025, considerando desligamentos ajustados. Em dezembro, o saldo foi negativo em –618.164 postos, movimento associado a fatores sazonais. A variação mensal ficou em –1,26%, dentro do padrão histórico do Novo Caged. Todos os setores registraram retração, com maior impacto em Serviços (–280.810), seguido por Indústria (–135.087) e Construção (–104.077).
Também houve perdas em todas as unidades da federação no último mês do ano. São Paulo teve o maior recuo, com –224.282 vagas, seguido por Minas Gerais (–72.755) e Paraná (–51.087). O salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, com queda de 0,51% frente a novembro. Na comparação com dezembro de 2024, houve aumento real de 2,55%.
Recuo
Apesar do resultado positivo, o desempenho foi o mais fraco desde 2020, quando, em meio ao ápice da pandemia, o país fechou 189.393 postos. Na comparação com 2024, por exemplo, foram 398.077 postos de trabalho a menos. Naquele ano, chegou a 1.677.575. Um dos fatores apontados para essa diferença foi o patamar da taxa básica de juros, a Taxa Selic, que chegou a 15%.