29 de janeiro de 2026
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MERCADO DE TRABALHO

Brasil cria 1,27 milhão de empregos formais em 2025, mas tem pior resultado desde 2020

Dados do Novo Caged apontam desaceleração frente aos anos anteriores. No Estado, saldo foi de apenas 46 mil vagas

29/01/2026 | 15:48
Foto: Divulgação
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O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2025 com saldo de 1.279.498 vagas com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged apresentados nesta quinta-feira, 29, pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Foram 26.599.777 contratações e 25.320.279 demissões.  São Paulo liderou a geração de empregos, com 311.228 novos postos (+2,17%), seguido por Rio de Janeiro (+100.920 / +2,60%) e Bahia (+94.380 / +4,41%). No Rio Grande do Sul, o saldo foi de apenas 46.277.

As maiores variações proporcionais foram registradas no Amapá (8,41%), Paraíba (6,03%) e Piauí (5,81%).O avanço ocorreu nos cinco grandes setores da economia. Serviços concentrou a maior parte das contratações, com saldo de 758.355 vagas (+3,29%), impulsionado por informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias e serviços sociais. O Comércio criou 247.097 postos (+2,3%), a Indústria abriu 144.319 vagas (+1,6%), a Construção somou 87.878 empregos (+3,1%) e a Agropecuária registrou 41.870 vagas (+2,3%).

Por setor

O avanço ocorreu nos cinco grandes setores da economia. Serviços concentrou a maior parte das contratações, com saldo de 758.355 vagas (+3,29%), impulsionado por informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias e serviços sociais. O Comércio criou 247.097 postos (+2,3%), a Indústria abriu 144.319 vagas (+1,6%), a Construção somou 87.878 empregos (+3,1%) e a Agropecuária registrou 41.870 vagas (+2,3%).

A taxa de rotatividade do emprego formal subiu de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025, considerando desligamentos ajustados. Em dezembro, o saldo foi negativo em –618.164 postos, movimento associado a fatores sazonais. A variação mensal ficou em –1,26%, dentro do padrão histórico do Novo Caged. Todos os setores registraram retração, com maior impacto em Serviços (–280.810), seguido por Indústria (–135.087) e Construção (–104.077).

Também houve perdas em todas as unidades da federação no último mês do ano. São Paulo teve o maior recuo, com –224.282 vagas, seguido por Minas Gerais (–72.755) e Paraná (–51.087). O salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, com queda de 0,51% frente a novembro. Na comparação com dezembro de 2024, houve aumento real de 2,55%.

Recuo

Apesar do resultado positivo, o desempenho foi o mais fraco desde 2020, quando, em meio ao ápice da pandemia, o país fechou 189.393 postos. Na comparação com 2024, por exemplo, foram 398.077 postos de trabalho a menos. Naquele ano, chegou a 1.677.575.  Um dos fatores apontados para essa diferença foi o patamar da taxa básica de juros, a Taxa Selic, que chegou a 15%.

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