1 de março de 2026
17ºC | Tempo limpo

Território e Política Pública

Alertas de desmatamento caem 35% na Amazônia e 6% no Cerrado

Dados do Inpe mostram queda nos alertas entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, enquanto indicadores de degradação também recuam

Por: Agência Brasil

13/02/2026 | 09:12 Atualização: 13/02/2026 | 09:24
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, as áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado registraram queda, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados fazem parte do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), ferramenta usada para apoiar ações de fiscalização ambiental.

No período analisado, a Amazônia apresentou 1.324 km² sob alerta de desmatamento, o que corresponde a uma redução de 35% em relação ao ciclo anterior, quando foram identificados 2.050 km² de área em alerta. No Cerrado, o recuo foi de 6%, com 1.905 km² sob alerta no período mais recente, ante 2.025 km² no ciclo anterior.

Os indicadores de degradação florestal na Amazônia também apontaram diminuição expressiva: a área afetada caiu de 44.555 km² para 2.923 km², correspondendo a uma redução de 93% no mesmo intervalo de comparação, de acordo com o Deter.

O Deter funciona como um sistema de alertas diários, complementando os dados de sistemas como o Prodes, também do Inpe, que mensura as taxas anuais consolidadas de desmatamento. De acordo com números do Prodes, entre 2022 e 2025 o desmatamento acumulado diminuiu cerca de 50% na Amazônia e 32,3% no Cerrado.

Os resultados foram apresentados após reunião da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento, presidida pela Casa Civil e composta por representantes de diversos ministérios. Segundo autoridades, as reduções nos alertas refletem o reforço em ações de controle e fiscalização ambiental, incluindo maior uso de tecnologia de monitoramento e maior número de operações de fiscalização por órgãos como o Ibama e o ICMBio.

Leia também as Edições Impressas.

Assine o Informativo Regional e fique bem informado.