Continuamos juntos no nosso passeio pelo mundo do som, da música, da voz e dos instrumentos. Seguindo a cronologia clássica, hoje falaremos do Romantismo
Esta corrente artística, que compreende os Séculos 18 e 19, buscava romper com a ordem e com a razão, exaltando os sentimentos, a paixão, a espontaneidade e, inclusive algumas vezes, o sobrenatural. A música deste período se contagia da literatura e os compositores se inspiraram em Goethe, Schiller e Shakespeare.
No Romantismo, os sons expressam sentimentos. Temos muitos compositores que merecem destaque. Frederic Chopin, exímio compositor e pianista, elevou a técnica deste instrumento a extremos antes inimagináveis. Até hoje seus estudos seguem sendo praticados e interpretados por muitos. Ouçam o Noturno OP. 9, Nº 2 (em Mi bemol maior).
Outro compositor e também maestro de destaque foi Hector Berlioz. Ele influenciou na renovação orquestral e também na ampliação do número de instrumentistas. Estamos falando de mais de 60 músicos. Ouçam um trecho da Sinfonia Fantástica.
No começo do Século 19, um luthier – fabricante de instrumentos musicais – chamado Antonio de Torres concebeu o violão moderno. Isso ocorreu na Espanha. Todas as inovações por ele propostas duram até os nossos dias. Também sabemos que o violão era um instrumento de uso muito intenso na música popular.
A forma em que viveram muitos músicos românticos, assim como outros artistas e intelectuais do mesmo período, resultou em singulares “vidas de novela”. A maioria morreu jovem, teve paixões que em várias ocasiões foram turbulentas, e uma relação com o mundo ao redor muitas vezes complicada. Entre os nomes mais importantes estão: Wagner, Verdi, Chopin, Schubert, Mendelsohn, Schumann, Brahms, Berlioz e, sobretudo, Beethoven.
Não é exagero qualificar Beethoven como um dos músicos mais populares de todos os tempos. Nasceu em Bonn, na Alemanha, em 1770, mas passou parte de sua vida em Viena, na Áustria. Dentre todas as suas obras podemos destacar as nove sinfonias. Falemos da Quinta: com certeza você conhece o famoso “tan tan tan tan”, que abre esta maravilhosa obra de arte. Esses quatro golpes, para alguns, estremecedores, foram identificados como a chamada do destino à porta dos escolhidos, a chamada do destino à porta de Beethoven.
Para fechar o Romantismo, não poderia deixar de falar da ópera: são obras sublimes, grandiosas e, muitas paixões, levadas ao extremo. Richard Wagner, na Alemanha, e Giuseppe Verdi, na Itália, se destacaram nesse cenário. Ouçam um trecho de La Traviata, de Giuseppe Verdi.