A Cooperativa Agroindustrial São Jacó (Cooperagri) realizou sua Assembleia Geral Ordinária na manhã deste sábado, 14, no Centro Comunitário da Linha Lenz, em Estrela. Dezenas de associados participaram da atividade, na qual foram prestadas as contas do Exercício de 2025, inclusive com a destinação das sobras apuradas. Ainda, houve a eleição e posse dos novos membros dos Conselhos de Administração e Fiscal, além da autorização para venda de bens móveis e financiamentos.
A apresentação foi feita pelo diretor administrativo e financeiro, Lício João Sulzbach. No ano passado, a Cooperagri teve uma receita líquida de R$ 71,2 milhões, um crescimento de 13,13% na comparação com 2024. O lucro registrado foi de quase R$ 3,4 milhões, o que representa o melhor resultado da história da cooperativa. Houve aprovação por unanimidade. As sobras à disposição dos associados chegou a R$ 651.607,58.
Nesse caso, a proposta de distribuição foi repassar todo o valor para o associado conforme sua movimentação em compras de produtos no último exercício. Quando o cooperado estiver inadimplente, o valor será debitado da sua conta. Se ele estiver em dia, poderá optar pela retirada do montante em produtos ou pelo desconto em algum débito que ainda não tenha vencido. As medidas foram sugeridas em função da desvalorização dos produtos agrícolas registradas no decorrer de 2025.

Associados aprovaram por maioria as contas e a diretoria. Reunião ocorreu no Centro Comunitário da Linha Lenz, em Estrela. Foto: Marco Mallmann
Com 54% do volume de negócios, as rações seguem como carro-chefe. No ano passado, a cooperativa apresentou três lançamentos: a Ração para Equinos Equinutri, Ração para Coelho, Codorna e Multiespécies e a Farinheta Cooperagri.
Panorama para 2026 e investimentos
De acordo com a atual projeção, o faturamento previsto até dezembro deve alcançar os R$ 82.117.083,41, o que representa um acréscimo de 15% em relação a 2025. No que tange aos investimentos, estão em andamento a automação da fábrica velha (R$ 262. 597,00) e a compra de energia da Certel, o Gride Zero. Neste caso, o valor total chegará a R$ 57.656,00. A partir de 2027, a estimativa é por uma economia anual de R$ 51 mil na conta de luz.
Um caminhão para o transporte de matéria-prima no valor de R$ 330.000 também foi adquirido. Ainda, está prevista a compra de aparelho de medição da proteína da matéria-prima, orçado em R$ 600.000, aprimoramento dos itens de Segurança no Trabalho (R$ 60.000) e o maior de todos: um novo sistema de Coleta de Grãos (silos, secador, moega e tombador), cuja estimativa aproximada chega a R$ 15 milhões.
Por conta do alto valor da operação, a Cooperagri também apresentou um cálculo de viabilidade do sistema, a ser adquirido por meio de uma linha de crédito com prazo de 12 anos para quitação e pagamento anual de R$ 2,45 milhões. A nova estrutura deve triplicar o giro de capacidade. Perspectiva é de que a partir do 4º ano, o investimento comece a se pagar com as sobras, desde que não haja frustração de safra.

Edson Dahmer e Cléo Maurício Ahlert seguem na diretoria, mas trocam as funções.
Nova diretoria
Além do balanço financeiro, houve a eleição da nova diretoria. Após dois mandatos, Edson Ricardo Dahmer deixou a presidência e agora passará a exercer as funções de secretário. Em seu lugar, assume Cléo Maurício Ahlert, que até então era o secretário. O mandato é de dois anos. Confira a composição completa:
Conselho de Administração
Presidente: Cléo Maurício Ahlert
Vice: Atêmio Petter
Secretário: Edson Ricardo Dahmer
Conselheiros: Paulo Sulzbach, Valdir Unnewehr e Jonas Vicente Grabin
Conselho Fiscal
Titulares: Ancélio Inácio Wolkmer. Samuel Ricardo Fell e Márcio André Driedrich;
Suplentes: Andreia Cristina Stahlhofer Schneider, Loiva Beatriz Trapp e Eric Von Muhlen
Avaliação
De acordo com o agora ex-presidente Edson, trata-se de um dia especial para o associado tirar as suas dúvidas, decidir os rumos mas, principalmente, ver como a cooperativa está. “Foi um ano difícil. Então, comercializamos a ração a preço de custo e aumentamos os prazos para o pagamento. Isso refletiu bastante no nosso caixa. Mas não adianta apresentarmos um lucro exagerado se o produtor estiver passando mal. Temos de ter a capacidade de ajudá-lo no que for possível para ele não desistir da sua propriedade. Se parar, a Cooperagri para também”, explicou. Atualmente, são 857 associados,