A criação do Conselho Municipal da Causa Animal marca uma nova etapa na organização das políticas públicas de proteção e bem-estar animal em Westfália. O colegiado realizou sua primeira reunião em 30 de setembro, na Câmara de Vereadores, para discutir as demandas do município e definir prioridades para as próximas ações. Entre os principais assuntos estão a ampliação das castrações de cães e gatos e o atendimento de aproximadamente 60 animais que aguardam pelo procedimento.
Formado por representantes do Executivo, Legislativo e sociedade civil, o conselho terá reuniões mensais. Sua função será identificar necessidades, propor projetos e acompanhar o desenvolvimento das políticas públicas voltadas à causa animal.
Uma das primeiras demandas discutidas foi a utilização de R$ 30 mil recebidos do Governo do Estado, por meio do Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar de Animais Domésticos (Funbea-RS). O recurso será destinado prioritariamente à ampliação das castrações, com o objetivo de atender os animais que estão na fila de espera.
Conforme a presidente do conselho, Patrícia Ahlert, caso haja saldo após o atendimento dessa demanda, o planejamento prevê estender os procedimentos a famílias que possuem grande número de cães e gatos. A medida busca controlar a reprodução dos animais e prevenir situações de abandono.
O valor repassado corresponde à faixa estabelecida pelo programa estadual para municípios com até 10 mil habitantes. A criação do conselho e do Fundo Municipal da Causa Animal permitiu a Westfália acessar recursos específicos para ações de castração e microchipagem.
Continuidade do programa
Outro assunto abordado foi o programa Pelos e Patas, implantado em julho de 2025 para controlar a população de cães e gatos no município. Segundo Patrícia, a adesão dos moradores tem sido positiva, com procura constante pelos serviços e novos cadastros realizados diariamente.
A demanda indica a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento. Além de evitar a reprodução descontrolada, a castração contribui para a prevenção de doenças e a redução do abandono de animais.
Para a presidente, o conselho permitirá que as necessidades identificadas sejam discutidas entre diferentes setores da comunidade. “A criação do Conselho representa um importante avanço, possibilitando a participação da comunidade e a construção conjunta de ações, projetos e políticas públicas para a causa animal”, afirma.
Composição do conselho
Além de Patrícia Ahlert, que ocupa a presidência, e Pauline Dahmer, responsável pela secretaria, o Poder Público Municipal é representado por Helena Maria Schneider e Samuel Henrique Horst.
A sociedade civil conta com Cristiano Birkheuer, Rosangela Planthold, Cláudia Betina Sulzbach, Leonardo Passini Hoppen e Lisiane Siqueira. Carlos Mollmann representa o Poder Legislativo.
Com encontros ordinários mensais, o conselho terá a responsabilidade de discutir novas iniciativas e acompanhar as ações já desenvolvidas, especialmente nas áreas de controle populacional, prevenção do abandono e bem-estar animal.