O Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciou neste sábado, 24, uma operação nacional para reforçar a segurança durante o segundo turno das eleições, marcado para este domingo, 25. A mobilização reúne órgãos federais e estaduais para monitorar possíveis crimes eleitorais, episódios de violência política e ocorrências nos locais de votação e apuração.
Entre as diretrizes está a preservação da livre circulação dos eleitores. Abordagens para verificar infrações administrativas de trânsito ficam restritas a situações de risco concreto e iminente à vida ou à integridade física.
Eventuais bloqueios em rodovias federais deverão ser comunicados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral responsável, com justificativa e indicação de rotas alternativas. A comunicação antecipada será dispensada em casos de flagrante delito ou de infração relacionada à segurança viária.
A operação é coordenada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília, e por estruturas estaduais. Participam o Tribunal Superior Eleitoral, as polícias Federal e Rodoviária Federal, a Agência Brasileira de Inteligência, o Ministério da Defesa e as forças estaduais.
O monitoramento inclui aglomerações, desinformação, crimes cibernéticos e dificuldades logísticas. Quando solicitado pela Justiça Eleitoral, o apoio poderá abranger o transporte de urnas e materiais e a segurança de instalações.
O planejamento também prevê ações conjuntas para responder a problemas causados por condições climáticas. Segundo o ministério, o efetivo empregado no segundo turno será divulgado após a consolidação dos dados enviados pelos estados, ao longo do fim de semana.