O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), anunciou nesta terça-feira, 27, os cinco primeiros integrantes do secretariado de sua futura gestão. A apresentação ocorreu durante entrevista coletiva na Casa do Diálogo, instalada no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. Os escolhidos assumirão as pastas da Casa Civil, Agricultura e Desenvolvimento Rural, Educação, Cultura e Segurança Pública. O novo governo terá início em 6 de janeiro de 2027.
Entre os nomes confirmados estão profissionais com experiência na administração pública, no setor privado e nas Forças Armadas. Zucco afirmou que a composição da equipe considera critérios técnicos, experiência de gestão e capacidade de articulação.
Confira os cinco nomes anunciados
1. Casa Civil — Leandro Sonne: advogado e servidor de carreira do Estado, atualmente coordena a bancada do Republicanos na Assembleia Legislativa. Também integra a equipe de transição do governo.
2. Agricultura e Desenvolvimento Rural — Paulo Herrmann: ex-presidente da John Deere no Brasil, acumula quatro décadas de experiência no setor agropecuário. Atualmente trabalha com consultoria estratégica e mentoria.
3. Educação — Roni Miranda Vieira: secretário da Educação do Paraná, Estado que alcançou a primeira posição no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mais recente divulgado.
4. Cultura — Liliana Cardoso: secretária municipal da Cultura de Porto Alegre, tem atuação ligada ao tradicionalismo e participou da campanha eleitoral de Zucco.
5. Segurança Pública — Mauro Sinott: general da reserva do Exército, atuou como secretário-executivo da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, em 2018.
Além dos cinco titulares, Zucco confirmou que o coronel Mario Ikeda, atual secretário estadual da Segurança Pública, permanecerá na estrutura da pasta como secretário-adjunto.
Transição e estrutura administrativa
A definição dos primeiros secretários ocorre durante a transição entre os governos de Eduardo Leite (PSD) e Luciano Zucco. Durante a campanha, Zucco defendeu a redução da estrutura administrativa estadual. A proposta é diminuir o número de secretarias, atualmente em torno de 30, para uma configuração entre 15 e 20 pastas. O novo desenho administrativo e as demais nomeações ainda dependem de definição.