SABEDORIA E FÉ

O pão nosso de cada dia nos dá hoje

Opinião do Pastor Gilciney Tetzner, Gerente editorial da Editora Sinodal São Leopoldo

30/10/2026 | 10:06

Aprendemos de Jesus a pedir pelo pão de cada dia na oração do Pai-Nosso. O reformador Martim Lutero ensinou que o pão nosso de cada dia não é apenas o pão como alimento, mas tudo o que se refere ao sustento e às necessidades da vida, como, por exemplo: comida, bebida, roupa, calçado, casa, lar, meio de vida, dinheiro e bens, marido e esposa íntegros, filhos íntegros, empregados íntegros, patrões íntegros e fiéis, bom governo, bom tempo, paz, saúde, disciplina, honra, amigos leais, bons vizinhos e coisas semelhantes (Catecismo Menor, p. 14). 

Você e a sua família têm o pão de cada dia? Os seus vizinhos e todas as pessoas da sua cidade têm o pão de cada dia? Observe que Jesus nos ensina a pedir pelo pão NOSSO e não simplesmente pelo MEU pão de cada dia. Quando pedimos pelo pão nosso, não devemos pensar apenas no meu pão ou no pão da minha família. Devemos pedi-lo para todas as pessoas. Mais que isso, devemos estar comprometidos com aquilo que pedimos em oração. Ou seja, devemos estar empenhados para que todas as pessoas tenham vida digna. E este empenho em favor da vida passa pelas ações individuais, pelas campanhas que nos envolvemos e, não por último, pelo voto.

Lutero também ensinou que Deus dá o pão de cada dia a todas as pessoas (Catecismo Menor, p. 14). A consequência natural dessa compreensão é que, se há pessoas sem o pão de cada dia, a culpa não é de Deus, mas da ganância e do desejo de acúmulo por parte de muitos. Aliás, você sabe qual foi a única vez que Jesus chamou alguém de louco? Foi o homem que guardou a sua grande colheita e disse para si mesmo: Homem feliz! Você tem tudo de bom para muitos anos. Agora, descanse, coma, beba e alegre-se (Lucas 12.19). Que Deus nos ensine a orar e a nos comprometer com o pedido: o pão nosso de cada dia nos dá hoje.

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