O agronegócio é atividade econômica mais importante da região. Através dela, muitas famílias promovem a sua sustentabilidade financeira, a sua condição de vida, gerando renda para que os municípios possam prover as condições econômicas e sociais necessárias a toda população. Os três setores da economia do agronegócio estão presentes: o primário, identificado com as propriedades agrícolas, o secundário, que transforma a produção do setor primário e o terciário, que contempla toda a cadeia logística e o comércio da produção e industrialização.
A base de sustentação de toda a cadeia se estabelece pelo modelo associativo, presente nas relações dos produtores, empresas e comércio. O Vale é movido por pequenas propriedades que, através da integração, permite que o pequeno produtor tenha acesso a tecnologia e mercado, garantindo que a renda permaneça circulando nos municípios locais. Destacam-se a produção da proteína animal, como aves, suínos e leite.
A produção agropecuária alimenta um complexo industrial de frigoríficos e laticínios que exportam para dezenas de países. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RS, o Arranjo Produtivo Local (APL) de Agroindústrias do Vale é um dos mais organizados do estado, agregando valor e gerando milhares de empregos formais nas fábricas.
Mesmo com períodos de crises e impactos ambientais, o agronegócio é o principal responsável por manter o Vale do Taquari entre as maiores economias do Rio Grande do Sul. A força do setor primário impulsiona a recuperação da logística e dos serviços, funcionando como um porto seguro para a economia regional.
Vale ressaltar o forte sistema cooperativista presente, além de empresas multinacionais, que impulsionam a economia e sustentam a condição social. Neste contexto, estão cooperativas como Cooperagri e Languiru de Teutônia, Dalia Alimentos (Cosuel) de Encantado, Santa Clara de Carlos Barbosa e empresas como a Lactalis Brasil de Teutônia e BRF de Lajeado.

Participação fundamental no PIB do Vale do Taquari!
Considerando apenas o setor primário e a indústria do Agro, a representação ultrapassa os 30% da geração do PIB em nossa região. Em municípios menores, com até 5 mil habitantes, a participação chega a supera os 50% de participação, chegando em alguns casos a praticamente 80% da economia.
Na geração de empregos, sem considerar a agricultura familiar, estima-se que 25% dos empregos formais e informais estejam direta ou indiretamente ligados ao Agro.
Em cidades como Teutônia, desde 2011, o setor primário lidera o retorno do ICMS na região do VT. Mais de 20% da economia são gerados de forma direta de dentro das propriedades do município.

RÁPIDAS
O setor primário é o combustível que faz a economia da cidade girar, por isso podemos considerar:
- Com mais venda de produtos e insumos, a arrecadação dos municípios, através do retorno do ICMS, aumenta, refletindo em melhorias em saúde, educação e infraestrutura.
- Mais dinheiro no bolso do produtor, maior consumo nas cidades, desde maquinários a bens de consumo e serviços, aquecendo o comércio.
- Com mais produção, o setor da indústria precisa de mais mão de obra, gerando mais empregos nas cidades, possibilitando geração de renda para muitas famílias.
- O setor de logística, fundamental para o escoamento da produção e dos produtos já industrializados, da mesma forma se beneficia com o Agro.
- Mas, temos um enorme desafio pela frente, para manter o equilíbrio demográfico entre o campo e a cidade, evitando um problema social em nossa região: possibilidades econômicas e socias no meio rural para que a sucessão da agricultura familiar seja sustentável.
