4 de abril de 2025
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ASSOCIAÇÃO DA ÁGUA

APDL alerta para proteção do lençol freático na perfuração de poços

Poços artesianos clandestinos podem contaminar água no subsolo. Associação solicita apoio da comunidade para regularização de estruturas

28/03/2025 | 14:02
Poços da APDL seguem todas as normas técnicas para a proteção do lençol freático | Foto: Alexandre Miorim
Poços da APDL seguem todas as normas técnicas para a proteção do lençol freático | Foto: Alexandre Miorim

A garantia da qualidade e da disponibilidade de água potável depende da preservação do lençol freático. Com esse entendimento, a Associação Pró-Desenvolvimento de Languiru (APDL) solicita a atenção da população de Teutônia quanto aos cuidados necessários para a implantação e manutenção de poços artesianos.

Entre os diversos agentes e fatores que colocam em risco a água no subsolo, estão os poços clandestinos, que muitas vezes não seguem os padrões corretos de isolamento e revestimento. Sem esses cuidados, os poços acabam virando pontos de infiltração e contaminação das águas subterrâneas.

Gerente do Departamento de Manutenção da APDL, Éder Furlanetto, orienta que, no momento de contratar uma empresa para executar a perfuração de poços, é preciso se certificar que serão adotados os devidos cuidados em relação à proteção do lençol freático. “Muitas vezes, poços para consumo animal, ou mesmo consumo humano, são feitos sem essa responsabilidade”, lamenta.

Entre as principais normas legais a serem respeitadas, Furlanetto menciona o revestimento adequado, que evita desmoronamentos e a entrada de contaminantes; o chamado “selo sanitário” nos primeiros metros do poço, com calda de cimento ou argamassa, para impedir a infiltração de águas superficiais; e a concretagem do espaço anular, que fixa o revestimento e reforça a vedação. Análise geológica prévia e manutenção regular também são importantes para assegurar a integridade do poço e a qualidade da água captada.

A perfuração de poços artesianos ainda exige regularização junto aos órgãos competentes, com o cumprimento de etapas legais específicas. O processo envolve a análise do terreno e a elaboração de um projeto técnico, seguidos pela obtenção da licença de perfuração. Após a instalação da bomba e a conclusão das obras, é necessária a outorga de uso, que autoriza a captação de água subterrânea.

Furlanetto alerta ainda para os cuidados relativos aos poços antigos e desativados, que devem ser lacrados e concretados. Esse processo deve também seguir normas legais e ser comunicado aos órgãos competentes.

Perfurações precisam obedecer padrões corretos de isolamento e revestimento | Foto: Alexandre Miorim

Contaminação

A ação da água da chuva é um dos principais vetores de contaminação. Ao escoar pela superfície, ela carrega resíduos como agrotóxicos, estercos, esgoto e outros poluentes. Quando esses agentes entram em contato com poços artesianos mal revestidos, podem infiltrar-se no subsolo e alcançar o lençol freático, comprometendo a qualidade da água.

Entre os principais agentes de contaminação, destacam-se o descarte inadequado de pilhas, baterias, lixo, a má gestão de aterros sanitários, o uso excessivo de agrotóxicos, o acúmulo de estercos e a ausência de sistemas adequados para o tratamento de esgoto, como as fossas negras. Nas águas superficiais, o descarte de materiais poluentes também gera risco de contaminação das reservas subterrâneas.

Consciência ambiental

Em todo o planeta, a preservação do lençol freático tornou-se uma urgência em meio ao avanço da urbanização e das práticas agrícolas intensivas. A contaminação dessas fontes compromete não apenas a qualidade da água potável, mas também a saúde pública e o equilíbrio dos ecossistemas.

Diante desse cenário, a APDL reforça a importância da colaboração de toda a comunidade. O cuidado com a construção e a manutenção adequada de poços artesianos, o descarte correto de resíduos e a adoção de práticas sustentáveis são passos fundamentais para assegurar a disponibilidade de água potável para as futuras gerações.

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