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SAÚDE

Brasil articula parceria com a Índia para produção de medicamentos e vacinas

Cooperação prevê fabricação de remédios oncológicos e para doenças tropicais, além de troca de experiências em saúde digital

19/02/2026 | 14:22
| Foto: Rafael Nascimento/MS
| Foto: Rafael Nascimento/MS

O governo brasileiro anunciou, nesta quarta-feira, 18, a intenção de firmar cooperação com a Índia para a produção de medicamentos e vacinas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em missão oficial a Nova Délhi, onde participa de uma cúpula internacional sobre os impactos da inteligência artificial.

De acordo com o Ministério da Saúde, a proposta de parceria envolve instituições públicas e empresas dos dois países, com foco na produção de medicamentos oncológicos e de tratamentos para doenças tropicais. A cooperação também prevê ações conjuntas para fortalecer a capacidade produtiva e ampliar o acesso da população a medicamentos essenciais.

Durante reuniões com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (Medicina Tradicional), Padilha destacou o interesse em ampliar a troca de experiências sobre políticas públicas de saúde e acesso gratuito da população aos serviços.

“Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, afirmou o ministro. Ele também convidou o país asiático a integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, iniciativa voltada ao fortalecimento da autonomia produtiva em saúde.

Outro ponto da agenda bilateral foi o uso de tecnologias digitais e de inteligência artificial na organização dos sistemas públicos de saúde. Segundo Padilha, o intercâmbio em saúde digital pode contribuir para a modernização do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso e qualificando o cuidado à população.

Entre as propostas apresentadas está ainda a criação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas relacionadas às práticas integrativas e complementares em saúde.

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