No primeiro livro da Bíblia, aprendemos que a criação é obra amorosa de Deus. Em Gênesis, lemos que Deus viu tudo o que havia feito, e eis que era muito bom (Gn 1.31). O mundo não é fruto do acaso, mas obra preciosa colocada em nossas mãos. Por isso, cuidar da criação não é apenas uma questão ambiental, mas um compromisso de fé.
Quando Deus confia a criação ao ser humano, não o faz para exploração irresponsável, mas para o cuidado, o cultivo e a preservação. Somos chamados a ser guardiões da vida em todas as suas formas: da terra que produz alimento, da água que sustenta os povos, do ar que respiramos e de cada criatura que compartilha conosco este lar comum.
Cuidar da criação de Deus também é cuidar das pessoas. As consequências do descuido com o meio ambiente atingem, principalmente, os mais vulneráveis. Enchentes, secas, fome e doenças revelam que o sofrimento humano está profundamente ligado à forma como tratamos a natureza. Assim, a justiça social e o cuidado ambiental caminham juntos.
Como comunidade cristã, somos convidados a transformar nossa fé em atitudes concretas: valorizar o cultivo da terra, reduzir o desperdício, reutilizar, reciclar, apoiar iniciativas comunitárias, ensinar as novas gerações a respeitar a vida e agradecer diariamente pelos dons recebidos. Pequenos gestos, quando feitos com amor e consciência, tornam-se grandes sinais do Reino de Deus.
Que neste ano, ao refletirmos sobre o tema “Cuidar da criação de Deus”, possamos renovar nosso compromisso com a vida, lembrando que ao cuidar da criação, honramos o Criador. Que nossas ações testemunhem esperança, responsabilidade e gratidão, para que as futuras gerações também possam celebrar a bondade de Deus em toda a criação.