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ECONOMIA

Custo médio de vida do brasileiro chega a R$ 3.520 por mês, aponta Serasa

Pesquisa mostra que supermercado, moradia e contas fixas concentram mais da metade do orçamento e dificultam o equilíbrio financeiro das famílias

Por: Assessoria de Imprensa

10/02/2026 | 14:47
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O custo médio mensal de vida no Brasil é de R$ 3.520, segundo a pesquisa “Custo de Vida no Brasil”, realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box. O levantamento considera gastos com moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras em geral e serviços pessoais. No Rio Grande do Sul, a média é de R$ 3.360. Apenas 19% dos brasileiros dizem conseguir gerenciar com facilidade as despesas do dia a dia.

As despesas essenciais concentram a maior parte do orçamento. Supermercado, contas recorrentes e moradia respondem por 57% dos gastos mensais e também são apontadas como as categorias mais difíceis de manter em dia.

De acordo com a Serasa, o gasto médio nacional com supermercado é de R$ 930 por mês, chegando a R$ 1.110 no Sul. As contas recorrentes — como água, luz, internet e streaming — têm média de R$ 520, enquanto no Rio Grande do Sul o valor gira em torno de R$ 530. Já a moradia apresenta média nacional de R$ 1.100, com o Sul registrando R$ 1.310 e o RS cerca de R$ 1.190.

Nos gastos com transporte e mobilidade, o brasileiro desembolsa, em média, R$ 350 mensais, valor que sobe para R$ 410 no Sul. As despesas com saúde e atividades físicas chegam a uma média nacional de R$ 540. Em lazer, o gasto médio é de R$ 340 por mês, com o Sul liderando com R$ 400. Na educação, a média brasileira é de R$ 620, com maior impacto no Sudeste e no Sul.

Outras compras, como calçados, cosméticos e produtos para pets, representam cerca de R$ 390 por mês no país, enquanto no Rio Grande do Sul a média é de R$ 370. Mesmo com o peso do custo de vida, a maioria dos brasileiros não considera mudar de cidade como alternativa: apenas 10% pensam em se mudar em 2026 para reduzir despesas. A pesquisa ouviu 6.063 pessoas entre 22 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, com margem de erro de 1,2 ponto percentual.

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