Quase três anos depois da última grande intervenção, quando um aterro foi refeito no lado de Teutônia, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) retomou as atenções para a ERS-419, rodovia que liga os dois municípios. Desde o fim da semana passada, equipes da Construtora Giovanella, de Lajeado, atuam em pontos de maior desgaste.
Em nota encaminhada ao Informativo Regional, a autarquia afirmou que os trabalhos vão ocorrer em locais que necessitam de reparos imediatos no trecho compreendido entre os quilômetros 1,470 e 15,780. Neles, serão realizados recapeamentos “profundos e superficiais” de acordo com o desgaste do pavimento para “proporcionar mais segurança aos condutores”. O investimento previsto é de R$ 1,5 milhão. Destaca, ainda, se tratar de uma obra superior às operações tapa-buracos pelo valor e abrangência.
Na tarde de terça-feira, 24, os serviços ocorriam na localidade de Pontes Filho, limite entre as duas cidades. Máquinas escavavam por cerca de um metro no asfalto. Devido aos serviços, o trânsito está em meia-pista. Limpeza de valas e roçada também integram o cronograma de atividades.
Considerado um dos pontos mais críticos pelos usuários em função da sequência de buracos e existência de borrachudos, o trecho que passa pela localidade de Linha Capivara também deverá fazer parte das intervenções. O Daer prevê a conclusão até o fim do primeiro semestre, perspectiva estendida por conta das condições climáticas. Todavia, projeta entregar antes, embora sem estimar data.
Histórico
Pavimentada desde 1996 e importante ligação entre a região e o Vale do Caí, a ERS-419 é um histórico alvo de críticas da comunidade e lideranças regionais por causa da deterioração. Os reparos, na maioria das vezes paliativos, foram insuficientes diante da demanda alta de veículos pesados, principalmente quando o frigorífico de suínos, em Poço das Antas, estava ativo.
Ao longo dos anos, ocorreram diversos descumprimentos de anúncios referentes às melhorias totais da estrada. Apesar da mobilização atual, o Daer ainda não prevê uma intervenção total. Em 2025, a Associação dos Municípios do Sol Nascente (Amsol) iniciou um movimento para reclassificar a estrada, assim como a VRS-835, em Paverama, de “Rodovias de Manutenção” para “de Investimentos”, o que, em tese, significaria manutenção maior e constante. A justificativa está no papel logístico de cada uma para a microrregião.