Passou o domingo. As faixas saíram dos postes e a vida voltou ao normal: o cliente que não veio, a parcela que vence, o preço do quilo que subiu outra vez.
Eu sei que a maioria de nós não gosta de falar de política. Também não gosto. Mas o que está se movendo agora não é sobre partido, é sobre o dinheiro que entra e sai do nosso caixa.
Existem muitos oportunidades e ações para beneficiar pequenas empreendedoras, como o Desenrola MEI, que vai até 29 de janeiro de 2027. Quem deve até R$ 8.105 pode entrar no Pequeno Valor: entrada de 5%, desconto de 50% sobre o saldo, até 55 meses para pagar. A consulta é de graça, no Regularize da PGFN, com o CNPJ. E a lei de outubro perdoa dívidas contraídas até 13 de outubro de 2026, com uma condição: manter o DAS em dia.
Está em discussão o aumento do teto de faturamento, aquele número invisível que faz tanta mulher dizer não a um pedido grande com medo de sair do MEI. E agora também a possibilidade de contratação de dois colaboradores.
Agora abre um parênteses, porque é o que eu mais queria dizer. Isso tudo é oportunidade e armadilha na mesma página. Separa o dinheiro do negócio do dinheiro da casa. Paga o DAS, que é ele que te dá direito a benefício e a crédito. Lê a proposta inteira antes de assinar e pergunta quanto sai no total, não quanto é a parcela. E desconfia de quem cobra para conseguir o teu perdão: isso não existe, é golpe.
Acompanhar é mais simples do que parece. Uma conversa no Sebrae, uma olhada no Portal do Empreendedor, uma pergunta ao contador. Não precisa entender de política. Precisa saber o que entra na tua conta.
Por mais mulheres que olhem o cenário antes de agir. Por mais decisões tomadas com a conta feita, e não com o susto. Por mais mulheres que saibam o quanto vale o seu trabalho.