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Financiamento de veículos cresce 12,8% no trimestre

Balanço marca melhor desempenho para os primeiros meses desde o ano de 2008

Por: Agência Brasil

13/04/2026 | 11:16
Foto: Arquivo/Informativo Regional
Foto: Arquivo/Informativo Regional

As vendas financiadas de veículos cresceram 12,8% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 1,89 milhão de unidades comercializadas com crédito no país. O volume inclui automóveis leves, motocicletas e veículos pesados, novos e usados, e representa o melhor desempenho para o período desde 2008, quando foram financiadas 2,037 milhões de unidades.

Dados da Trillia, da B3, apontam que os veículos usados seguem liderando os financiamentos, com 1,21 milhão de unidades entre janeiro e março, enquanto os novos somaram 675 mil. Na comparação anual, houve avanço de 12,2% nos usados e de 14,1% nos novos.

O levantamento indica que os automóveis leves concentraram a maior parte das operações, com 1,31 milhão de unidades financiadas e crescimento de 12,4% no comparativo entre trimestres. As motocicletas registraram 510,6 mil unidades, alta de 18,1%, enquanto os veículos pesados alcançaram 69,3 mil financiamentos, com aumento de 3,9%.

“O avanço foi observado em todas as regiões do país no comparativo entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo intervalo de 2025. O Nordeste liderou o crescimento percentual, com alta de 16,6%, seguido por 15,3% no Centro-Oeste (15,3%), Sul (11,8%), Sudeste (11,7%) e Norte (9,4%) no Norte”, destaca a Trillia.

Entre as modalidades de crédito, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) respondeu pela maior parte das operações, com 1,619 milhão de unidades financiadas no trimestre, alta de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O consórcio somou 261,9 mil unidades, com crescimento de 5,5%, enquanto leasing e outras modalidades registraram 12,3 mil e 10,3 mil unidades, respectivamente.

Segundo o superintendente de Produtos da Trillia, Daniel Takatohi, o desempenho reflete uma expansão consistente do crédito. “Esse movimento reforça a trajetória observada ao longo do último ano e aponta um cenário mais favorável para o mercado automobilístico”, afirma.

No recorte mensal, março de 2026 registrou 703 mil unidades financiadas, alta de 27,6% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 22,2% na comparação com fevereiro. De acordo com a Trillia, trata-se do melhor resultado desde agosto de 2011.

“O resultado de março foi impulsionado tanto pelos veículos novos quanto pelos usados. Entre os novos, os financiamentos passaram de 206 mil unidades em março de 2025 para 267 mil em março de 2026, avanço de 29,7%. No segmento de usados, o volume subiu de 345 mil para 436 mil unidades no mesmo período, alta de 26,4%. Na comparação com fevereiro de 2026, o crescimento foi de 30,3% para os novos modelos e de 17,7% para os usados”, informa o balanço.

Entre os segmentos, os automóveis leves somaram 480,6 mil financiamentos em março, alta de 27,7% na comparação anual e de 21% frente a fevereiro. As motocicletas registraram 192,3 mil unidades, crescimento de 27,9% em relação a março de 2025 e de 23,7% na comparação mensal. Já os veículos pesados atingiram 28,7 mil financiamentos, com alta de 24,5% no comparativo anual e de 37,4% frente ao mês anterior.

No mercado de preços, levantamento da Tabela Auto B3 aponta que março foi marcado por alta nos valores de transação de veículos novos e estabilidade no segmento de usados. Os veículos zero quilômetro apresentaram aumento médio de 0,86%, com destaque para picapes médias, SUVs, hatchbacks e sedãs.

“As picapes compactas se destacaram como exceção, registrando queda mais acentuada no período. O movimento indica recomposição de preços, em um ambiente de menor intensidade promocional e demanda mais equilibrada em alguns segmentos”, aponta o relatório.

Já no mercado de usados, a variação média foi de aproximadamente 0,18%, com comportamento estável entre os diferentes segmentos. “O principal destaque foi o desempenho das picapes médias, que registraram valorização mais expressiva, enquanto os demais segmentos […] apresentaram oscilações próximas da estabilidade, entre leves altas e quedas marginais”, conclui o levantamento.

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