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ILUSTRE CIDADÃO

“Hoje em dia, com os avanços da comunicação e da internet, existe muito mais facilidade para se fazer as coisas e cumprir as tarefas”

O quadro Ilustre Cidadão entrevista Elemar Luiz Jantsch

Por: Marco Mallmann

20/02/2026 | 16:23 Atualização: 20/02/2026 | 16:24
Elemar Luiz Jantsch
Elemar Luiz Jantsch

Elemar Luiz Jantsch, 68 anos, tem grande trajetória na educação de Paverama. Foi professor de matemática e ciências, mas o maior legado que deixou foi como secretário escolar. Atuou na Escola Municipal de Ensino Fundamental Gonçalina Pinto Vilanova, na Cidade Baixa, desde 1993 a 2023, totalizando mais de 30 anos de dedicação. A partir de 2002, dedicou-se em tempo integral ao trabalho de secretário, organizando documentações, fichas, planilhas e transferências de alunos.

Como foi tua formação escolar?

Elemar Jantsch Nasci em Linha Brasil, em 10 de agosto de 1957, e frequentei a escola da localidade por dois anos. A gente se comunicava somente através do dialeto alemão falado na localidade e foi difícil aprender o português. Dois anos depois, fui transferido para Paverama, que pertencia a Taquari, e concluí o curso primário. Caminhava 12 km a pé todo dia. Mais tarde estudei em Bom Princípio, em regime de internato, e depois em Gravataí, onde concluí o Curso Fundamental e o Ensino Médio. Em 1978, fui aprovado no vestibular e ingressei na faculdade de Filosofia em Viamão, mas só consegui cursar por dois anos. Em 1981, quando já tinha fama de bom matemático, por conta dos anos de internato, fui contratado como professor em Taquari. Nos quatro anos seguintes, atuei na escola de Santa Manoela, onde conheci minha esposa, a Noeli Terezinha Warken Jantsch, com quem casei em 1986. Neste ano de 2026, vamos completar uma união de 41 anos, com muito amor, união, respeito e parceria. Em 1987, trabalhei na escola da localidade de Morro Bonito. 

Chegaste a realizar curso superior?

Jantsch Fiz faculdade de Matemática na Fisc (hoje Unisc), em Santa Cruz do Sul. As aulas eram nos meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro. Porém, como eu já trabalhava com documentação escolar, trabalhava com a papelada quando surgiam algumas horas de folga, geralmente aos domingos. Não havia transporte direto de Paverama a Santa Cruz do Sul, então eu ficava numa pensão.

A partir de quando passaste a te dedicar exclusivamente ao trabalho como secretário de escola?

Jantsch Em 1993, fui transferido pela última vez e passei a atuar na Escola Municipal de Ensino Fundamental Gonçalina Pinto Vilanova, na Cidade Baixa. Lá realizei diversas atividades. Porém, a partir de 2002, passei a me dedicar em tempo integral à secretaria da escola. Naquele ano, passamos a receber grande parte dos alunos do município para a conclusão do Ensino Fundamental, graças à disponibilização do transporte escolar para os alunos da rede pública. Em virtude disso, em 2003, adquiri meu próprio computador. Até então, todos os documentos e planilhas eram preenchidos à mão ou com a máquina de escrever, o que se estendeu até 2010, quando a escola também se informatizou. Sempre trabalhei para auxiliar as pessoas, não importando se fosse fora de hora, ou mesmo nos finais de semana. Hoje em dia, com os avanços da comunicação e da internet, existe muito mais facilidade para se fazer as coisas e cumprir as tarefas. É uma pena que nossos jovens não acreditem que anos atrás se passava por tanta dificuldade.

Tens também um legado na comunidade católica e no esporte do município?

Jantsch Sim. Desde a infância sempre gostei de ajudar. Na comunidade católica Nossa Senhora do Rosário de Paverama, participava da divisão das tarefas, atuando principalmente na liturgia. Entrei na diretoria por volta de 1994. Atuei como secretário por quatro anos e como coordenador geral por mais dois anos. Depois, como no município praticamente não havia esporte, fui o responsável pela criação da liga de futebol de Paverama, hoje extinta. Também apoiei a criação da Liga Teutoniense de Futebol Amador (LTFA) – que hoje também não existe mais – quando estive ligado ao Flamengo de Linha Germano. Meu nome foi se destacando e cheguei à vice-presidência da Associação de Ligas do Vale do Taquari (Aslivata), durante dois anos, tendo atuado por mais dois anos no Conselho Fiscal da entidade. Naquele período, adquiri bastante experiência. Agradeço a Deus por tudo o que conseguir realizar na minha vida.

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