A Cooperativa Languiru anunciou, na manhã desta sexta-feira, 20, que 52% da sua dívida já foi negociada. O valor corresponde a R$ 584.262.863 dos R$ 1,1 bilhão originalmente devidos. Realizada na Associação dos Funcionários, a prestação de contas foi dividida em duas assembleias, com apresentação dos números referentes ao segundo semestre e a todo ano de 2025. Houve aprovação unânime dos associados, que estiveram em menor número na comparação com encontros anteriores.
De acordo com o presidente Paulo Birck, ainda há necessidade de acerto com 1.114 credores. Por outro lado, 75% dos que têm direito a receber acima de R$ 1 milhão já aceitaram o plano de pagamento, que ocorre a cada três meses. Seis rodadas foram concluídas. O faturamento no ano passado chegou a R$ 542.955.819,40. Já o lucro chegou a R$ 101.466,375,43, considerando as operações de aves, cadeia leiteira, suínos, agrocenter e produção de rações. “Apesar dos números, ainda não podemos abrir o processo para saída da liquidação”, afirma Birck.
No decorrer do segundo semestre, foram realizadas negociações de ativos, operações que contribuíram para os números. Entre elas, a comercialização da Granja UPL Mundo Novo e do Centro de Distribuição Teutônia. Juntas, as operações somaram R$ 16,75 milhões. Os valores foram usados para quitar dívidas com o BRDE. Já o Matrizeiro foi vendido por R$ 8,727 milhões, assim como a UPL Germana e da área em frente a Associação, que juntas ultrapassam os R$ 7 milhões. Quanto ao Frigorífico de Suínos, de Poço das Antas, a cooperativa mantém conversas com o Badesul.
Em relação às sobras, os aprovados acataram a proposta de rateio (em torno de R$ 10 milhões), cujo cálculo será feito com base nas operações de cada associado realizadas no ano passado, exceto o que se refere à cotas-parte.