O Programa “Jovem Aprendiz do Campo iniciou no dia 12 de janeiro, com a participação de 17 adolescentes em uma jornada de 18 meses de formação teórica e prática voltada ao meio rural. A iniciativa é desenvolvida pela Cooperativa Languiru em parceria com os municípios de Estrela e Bom Retiro do Sul, com apoio educacional do Colégio Agrícola Teutônia.
São atendidos jovens entre 14 e 16 anos com uma carga de 1.104 horas, sendo 400 de aulas teóricas e 704 de atividades práticas realizadas diretamente nas propriedades das famílias participantes. A proposta é oferecer qualificação técnica aliada à vivência no campo, fortalecendo a profissionalização e a permanência dos jovens no meio rural.
Nos primeiros meses, os participantes frequentam aulas teóricas quatro manhãs por semana. A partir de abril, a dinâmica muda: um dia semanal é destinado à teoria e os demais à prática nas propriedades. O modelo permite que o jovem não precise se afastar de casa e possa aplicar os conhecimentos em tempo real, auxiliando a família nas atividades rurais.
Entre os conteúdos trabalhados estão informática e matemática comercial, sistemas de produção pecuária e agrícola, além de organização e gestão rural, áreas consideradas essenciais para a administração moderna das propriedades.
A jovem aprendiz Mirella Katherynne Lara Mühl, de Bom Retiro do Sul, destaca que o programa contribui para o futuro profissional. Segundo ela, a formação possibilita o ingresso no técnico em agropecuária e, posteriormente, na faculdade de medicina veterinária, além de ensinar técnicas para melhorar a gestão e a rentabilidade da propriedade da família.
Já Natieli Kauani Bogner, da Linha São Jacó, em Estrela, afirma que os conhecimentos adquiridos ajudam diretamente no trabalho com os pais. Ela relata que aceitou o convite para participar do projeto com o objetivo de aplicar os ensinamentos do curso na propriedade da família.
Além da capacitação, o Jovem Aprendiz do Campo garante o primeiro vínculo formal de trabalho aos participantes. Com carteira assinada, os jovens recebem remuneração enquanto desenvolvem atividades práticas, fortalecendo o protagonismo juvenil no meio rural.
O presidente Paulo Roberto Birck ressalta que o projeto contribui para a sucessão no campo. Conforme ele, a iniciativa oportuniza que os jovens aprendam conteúdos que podem ser aplicados nas propriedades, além de oferecer o primeiro salário e a primeira experiência profissional formal, reforçando o compromisso com o futuro da agricultura familiar.