Presidência da República

Lula é reeleito e conquista o quarto mandato

Candidato do PT obteve mais de 51% dos votos

Por: Marcel Lovato

25/10/2026 | 21:15 Atualização: 25/10/2026 | 21:43

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República na noite deste domingo, 25, ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. Com a vitória, o petista conquistou seu quarto mandato à frente do país e a permanência no Palácio do Planalto para o período de 2027 a 2030.

A definição ocorreu por volta das 21h10,  quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou aos 98,76% das seções apuradas. Com quase 100%, Lula soma mais de 64,1 milhões de votos, equivalentes 51,77 % enquanto Flávio tem 48,25%, pouco mais de 59,7 milhões. Portanto, a diferença é superior a 4,4 milhões.

A posse está prevista para o dia 5 de janeiro de 2027, no Congresso Nacional, em Brasília. Será a primeira cerimônia presidencial realizada na nova data, estabelecida pela Emenda Constitucional 111, de 2021.

Lula chegou ao segundo turno depois de terminar a primeira votação, em 4 de outubro, atrás de Flávio Bolsonaro. O petista recebeu 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% do candidato do PL. A vitória deste domingo é inédita, pois esse tipo de virada jamais havia ocorrido desde 1989, quando ocorreu o primeiro pleito após a redemocratização. Segundo maior colégio eleitoral do País, Minas Gerais foi o fiel da balança.

Eleito presidente pela primeira vez em 2002 e reeleito em 2006, Lula governou o Brasil entre 2003 e 2010. Voltou ao cargo em janeiro de 2023, após vencer Jair Bolsonaro na eleição do ano anterior.

Polêmica na votação 

O pleito deste domingo entrou para a história porque, pela primeira vez, a votação foi estendida para as 19h, a pedido das duas campanhas em função de dificuldades no transporte de eleitores e por questões climáticas. No entanto, a decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, foi proferida alguns minutos após as 17h e surpreendeu os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o país.

Este despacho levou parte dos eleitores a tentarem a votação, mas muitas seções já haviam fechado, com urnas lacradas. Somente por volta das 18h10, Zanin e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, explicaram que a extensão valia apenas para locais onde ainda havia eleitores para votar na faixa das 17h.

Tais judicializações geraram críticas e deverão repercutir ao longo dos próximos dias.

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