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EDUCAÇÃO

Mais de 53% das escolas estaduais iniciam 2026 com salas de aula climatizadas

Percentual mais que dobrou em relação a 2024 e coloca o RS acima da média nacional em conforto térmico nas escolas públicas

24/02/2026 | 09:51
| Foto: Ascom Seduc/divulgação
| Foto: Ascom Seduc/divulgação

Mais da metade das salas de aula da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul contam com sistemas de climatização no início do ano letivo de 2026, segundo dados oficiais da Secretaria da Educação do estado. De acordo com o Sistema de Informatização da Educação (ISE), 53,6% das salas já dispõem de ar-condicionado, aquecedores ou climatizadores, percentual que coloca o estado acima da média nacional de conforto térmico nas escolas públicas.

O número representa um crescimento expressivo em relação a anos anteriores: em 2022, menos de 20% das salas eram climatizadas, índice que permaneceu baixo até 2024, mas avançou para 52,6% em 2025 e agora chega a 53,6% em 2026. A expansão do conforto térmico tem sido apontada como resultado de políticas públicas voltadas à infraestrutura escolar.

No cenário nacional, o Rio Grande do Sul também se destaca: conforme o Anuário Brasileiro da Educação Básica, a média de salas climatizadas entre escolas públicas no país é inferior à registrada no estado.

Integração de políticas e investimentos

O avanço na climatização foi promovido por uma atuação integrada entre a Secretaria da Educação (Seduc) e a Secretaria de Obras Públicas (SOP). A Seduc coordena a gestão pedagógica e o repasse de recursos do programa Agiliza Educação, que financia diretamente demandas das escolas, enquanto a SOP realiza fiscalizações e intervenções estruturais, especialmente nas redes elétricas, para suportar os equipamentos.

Desde 2023, o governo estadual investiu mais de R$ 621 milhões em melhorias na infraestrutura das escolas, incluindo obras já concluídas e em andamento. Parte desses recursos foi aplicada na preparação das unidades para a instalação de climatizadores, reforçando a capacidade de atendimento das demandas locais.

O programa Agiliza Educação também contribuiu para a expansão: só em 2026 foram R$ 125 milhões direcionados para aquisição e instalação de aparelhos, totalizando mais de R$ 925 milhões desde a criação da iniciativa.

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