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ILUSTRE CIDADÃ

“Me sinto muito feliz por ter saúde e por poder ajudar. Gosto muito de ser voluntária”

O quadro Ilustre Cidadã entrevista Glaci Pace

19/03/2026 | 13:39
Glaci Pace
Glaci Pace

Uma das fundadoras da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Teutônia, a voluntária Glaci Pace tem 74 anos. Nascida em 11 de julho de 1951, é natural da localidade de Forqueta, município de Arroio do Meio. Mãe de Diana, Simone e Luís Carlos, se dedica ao trabalho de jardinagem, tanto em sua casa quanto na própria sede da Liga. Sempre com muita disposição e um sorriso no rosto, auxilia as filhas e o filho em todas as necessidades e se sente realizada quando a família se reúne para confraternizar.

Como foi sua vinda para Teutônia?

Glaci Pace Sou filha de agricultores e auxiliava meus pais com as atividades na roça, tanto no plantio quanto na criação de animais. Vim para Teutônia em 1970. Na época, o meu então namorado, Romildo Pace (in memoriam), com quem me casei em 1971, foi contratado para trabalhar na Certel, empresa onde atuou por 30 anos. A partir dali, passei a me dedicar ao trabalho de doméstica. 

E como ocorreu seu ingresso na Liga?

Glaci Foi no mesmo ano em que meu marido adoeceu de câncer, em 2010. A entidade iniciou a atender numa sala cedida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teutônia, no Bairro Languiru.  Desde o início, trabalho como voluntária, como forma de reconhecer o apoio que recebi. A Liga me deu muita força para que eu pudesse superar a dor pela morte do meu marido. A gente nunca imagina que o câncer vai atingir a nossa família.

Quais são as atividades que realizas na entidade?

Glaci Junto com outras voluntárias, realizo a separação dos materiais recicláveis arrecadados. São embalagens plásticas, tampinhas, latas de bebidas, embalagens de desodorante. O material é vendido e todo o recurso é utilizado na compra de suplemento alimentar (dieta líquida) para pessoas que fazem tratamento contra o câncer. Também são adquiridos materiais de convalescença, como cadeiras de roda, cadeiras de banho, camas, bengalas, além de perucas, para utilização dos pacientes. A Liga auxilia ainda com um rancho mensal para as famílias dos doentes. E como gosto muito de jardinagem, além de cuidar do pátio da minha casa, me dedico a embelezar o pátio da sede da Liga.

Além do que é arrecadado com os materiais recicláveis, como a Liga consegue recursos?

Glaci A entidade recebe muito auxílio de pessoas anônimas, de empresas, de cooperativas e das prefeituras dos municípios de Teutônia, Westfália, Poço das Antas e Paverama. O próprio brechó e a venda de camisetas da entidade são fontes de renda que contribuem para este objetivo.

E como é o acolhimento às famílias de pessoas com câncer?

Glaci Realizamos um trabalho de apoio psicológico com os pacientes e suas famílias. Somos um grupo muito forte, que pega junto e se dedica a este trabalho. Já perdemos muitas pessoas ao longo desse caminho, mas seguimos fortes no propósito de auxiliar em tudo o que estiver ao nosso alcance. O número de pacientes aumenta cada vez mais, mas nossa dedicação e atenção é constante com todos. As próprias famílias são muito agradecidas pelo trabalho que realizamos.

Qual o seu sentimento em poder contribuir com a entidade?

Glaci Me sinto muito feliz por ter saúde e por poder ajudar. Gosto muito de ser voluntária. Colaboro em todos os eventos realizados e participo dos encontros estaduais, que acontecem uma vez por ano, reunindo todas as Ligas do Rio Grande do Sul. São momentos de muito aprendizado e troca de experiências. Agradeço a Deus e peço a ele que siga me concedendo vitalidade e disposição, pois quero poder auxiliar por muitos anos ainda.

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