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SABEDORIA E FÉ

O Tau

Opinião do Frei Luis Carlos Barbieri, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Candiota (RS)

Por: Frei Luis Carlos Barbieri

22/01/2026 | 11:37 Atualização: 03/02/2026 | 11:08

O Tau, para São Francisco de Assis, não era apenas um símbolo: era um modo de viver. Era um sinal de espiritualidade, conversão, proteção, de pertencimento à Deus. Em Ezequiel, capítulo 9, versículos 3 a 6, Deus manda marcar com um Tau todos os que permanecessem fiéis. Portanto, o Tau é um sinal dos que escolhem viver os preceitos de Deus, mesmo diante das provações e dificuldades cotidianas. 

O Tau foi adotado por São Francisco de Assis por volta de 1215 – 1216. Ele se inspirou no Papa Inocêncio III, o qual, no Concílio de Latrão, pregou Ezequiel 9, orientando que todos os cristãos deveriam ter o Tau como sinal de conversão. O Papa disse: “Sejamos nós marcados com este sinal da penitência e da conversão”. Após ouvir as palavras do papa, Francisco tomou o Tau como programa de vida. Desse modo o Tau passou a ser símbolo dos penitentes. Todos que se comprometiam com a conversão recebiam o Tau. Tudo isso tocou profundamente São Francisco, que queria viver como penitente de Assis. Francisco dizia: “O Tau é para mim o sinal da salvação e da benção do Altíssimo”. 

O Tau foi adotado por Francisco por três motivos centrais: primeiro, por ser símbolo dos penitentes; segundo, por influência do IV Concílio de Latrão (1215); e terceiro, por lembrar a paixão do Cristo crucificado. 

Para o mundo de hoje, o Tau continua sendo um sinal de reconciliação, de paz, de esperança e de amor fraterno.

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