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ILUSTRE CIDADÃO

“Os filhos querem que a gente pare de trabalhar, mas isto está descartado”

O quadro Ilustre Cidadão entrevista Florindo Pavi

Por: Marco Mallmann

26/02/2026 | 10:56
Florindo Pavi
Florindo Pavi

O proprietário do Restaurante Avenida, Florindo Pavi, tem 80 anos e é natural de Vila Fão, hoje município de Progresso. Após trabalhar na agricultura quando jovem, foi dono de casa comercial no interior por cerca de 10 anos, caminhoneiro por 12 anos e desde 2001 trabalha no ramo da alimentação. Casado com Neusa Maria Pavi, 77 anos, e pai de dois filhos e de uma filha, desde 2003 trabalha com restaurante em Teutônia, cidade que o acolheu e onde pretende permanecer.

Em quais lugares o senhor morou?

Florindo Pavi Casamos em 1968 e moramos por 10 anos na Barra do Dudulha, que pertencia a Soledade, e que atualmente está na divisa de Fontoura Xavier com Progresso. A localidade tem muita história, porque lá ocorreu o Combate do Fão, um dos confrontos mais significativos da Revolução Constitucionalista de 1932. Lá tínhamos uma casa comercial típica do interior, com bar. 

De lá, fomos morar em Maravilha (SC), em 1982. Nesse período, trabalhei como caminhoneiro por 10 anos.  Depois, em 1990, fomos morar em Cachoeirinha, onde abrimos um minimercado. No ano de 2000, saímos e fomos morar no Paraná, onde aluguei um restaurante com meu filho mais velho. Na metade de 2003, viemos para Teutônia. Em outubro daquele ano, abrimos o restaurante no então Posto Fascina, hoje da rede Tradição, no Bairro Centro Administrativo. Ficamos oito anos lá e, em 2012, iniciamos aqui no Restaurante Avenida, onde já atendemos há 14 anos.

Quais as principais diferenças entre os lugares onde o senhor trabalhou?

Pavi Cada lugar tem suas peculiaridades, suas características próprias. Alguns são mais difíceis e outros são mais fáceis de se adaptar. Na estrada, como caminhoneiro, aprendi muita coisa. Dá pra dizer que é como fazer uma faculdade. Somos de origem italiana e acabamos vindo para uma cidade de origem alemã. Entendemos que aqui é o lugar ideal para permanecer morando, não pretendemos sair, porque aqui é muito bom. Os filhos querem que a gente pare de trabalhar e vá morar em outro lugar, em algum condomínio fechado, mas isto está descartado.

Como é trabalhar aqui em Teutônia?

Pavi Nós nos criamos trabalhando e seguimos na atividade para não ficar parados. Além dos muitos clientes daqui, temos muitos que vêm de outros estados aqui para Teutônia. Para nós é uma verdadeira terapia atender todas essas pessoas. É algo do qual gostamos muito. Só temos a agradecer por esses 22 anos de atividades aqui. O povo nos acolheu, o lugar é muito bom. Fizemos muitas amizades e residimos hoje no centro do Bairro Languiru, com acesso a tudo e perto de diversos serviços, como hospital, farmácia, supermercado, entre outros. Nos domingos e feriados saímos para passear. Se alguém chegar para mim e disser que vai me dar uma casa na praia para eu ir morar, eu não aceito. Vamos ficar aqui, pois nos sentimos muito bem acolhidos.

O que mudou no município nesses 22 anos?

Pavi Cresceu muito. Quando chegamos, em 2003, quase não havia carros e muitas ruas não eram pavimentadas. Hoje, em muitas delas não se encontra nem lugar para estacionar. Aumentou muito o número de pessoas e de carros, tudo evoluiu. Recentemente, após as enchentes de 2024, observamos mais um aumento considerável de pessoas vindo morar aqui. Mas uma coisa que não mudou é o cuidado com a limpeza, o capricho e o embelezamento dos canteiros e dos acessos à cidade. Está tudo muito bom.

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