As recentes mortes de 18 animais na Vila Esperança, em Teutônia, repercutem na comunidade. No último domingo, 22, moradores das ruas Veleda Schaeffer e Balduíno Ninow realizaram uma caminhada com pedidos de justiça e uso de megafone. Segundo eles, os cães e gatos teriam sido envenenados e/ou atingidos com tiros de chumbinho.
No entanto, os casos chegaram ao conhecimento das autoridades somente após a realização dessa mobilização. De acordo com o titular da Delegacia de Polícia Civil, Rogério Auler, não houve qualquer registro de ocorrência sobre os ataques até o momento tanto na unidade quanto na Brigada Militar. E nem boletim online, que, ao ser realizado, passa a constar no sistema da PC.
Por conta disso, não há, ainda, uma investigação. Mesmo assim, diante da amplitude e gravidade dos relatos divulgados nas redes sociais, diligências preliminares deverão ser iniciadas até o fim de semana. “Vamos chamar pessoas que estiveram no protesto para podermos avançar na apuração sobre a autoria e verificarmos se ainda é possível fazer perícia, uma vez que os animais já estão enterrados. A materialidade é fundamental”, explica o delegado.
Também serão checados eventuais registros de câmeras de segurança. Além da existência dos equipamentos nas áreas, a questão temporal também poderá ser um desafio. Afinal, as imagens, geralmente, ficam armazenadas apenas por alguns dias. O delegado Rogério recomenda que o registro de ocorrência ocorra o mais rápido possível. Quanto maior a demora, mais difícil será a investigação, comprovação dos fatos relatados e responsabilização.
Instituída em 2020, a Lei 14.064 (Lei Sansão) prevê reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda para quem maltrata cães e gatos. Em caso de morte comprovada pelas agressões, a pena pode ser acrescida de um sexto a um terço. As denúncias podem ser feitas na Polícia Civil e na Brigada Militar, assim como no Setor de Fiscalização do Meio Ambiente, que realiza a vistoria e adota as medidas cabíveis.