Por muito tempo, a propriedade intelectual foi tratada no Brasil como um detalhe jurídico, acionado apenas quando surgia um problema. Essa visão limitada fez com que muitos empresários a enxergassem apenas como custo, e não como parte da estratégia do negócio.
O mercado mudou, e a lógica competitiva também. Hoje, empresas disputam valor muito mais pelos ativos intangíveis do que por estruturas físicas, maquinário ou estoque.
Uma marca forte não é apenas um nome bonito ou um logotipo bem desenhado. Ela concentra reputação, confiança, diferenciação e, sobretudo, direitos jurídicos que permitem exclusividade e defesa no mercado.
Sem registro, a marca não é um ativo, é apenas uma aposta. O empresário investe em marketing, comunicação e posicionamento sem a segurança de que poderá continuar usando aquele nome no futuro.
O mesmo raciocínio vale para inovação e tecnologia. Patentes, desenhos industriais e softwares bem protegidos ampliam o valor da empresa, facilitam investimentos e reduzem riscos em operações de crescimento.
“Empresas maduras entendem que proteção não é reação, é planejamento. A propriedade intelectual deve caminhar junto com o modelo de negócio, desde a concepção até a expansão”
Quando a propriedade intelectual é ignorada no início, o problema costuma aparecer no pior momento. É justamente quando o negócio cresce, ganha visibilidade e passa a incomodar concorrentes.
Disputas por nome, acusações de cópia e perda de direitos não acontecem por acaso. Elas surgem porque alguém deixou de estruturar juridicamente aquilo que já era valioso do ponto de vista econômico.
Empresas maduras entendem que proteção não é reação, é planejamento. A propriedade intelectual deve caminhar junto com o modelo de negócio, desde a concepção até a expansão.
Em um mercado cada vez mais competitivo, não vence apenas quem vende mais. Vence quem constrói ativos sólidos, protegidos e capazes de sustentar o crescimento no longo prazo.