19 de março de 2026
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SABEDORIA E FÉ

Retiro quaresmal em preparação à Páscoa do senhor

Opinião do Padre Pedro José Ritter, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Teutônia e Westfália

19/03/2026 | 14:42

A celebração da Páscoa é para os cristãos a fonte de onde emana a fé à vida eterna. O Apóstolo Paulo, em 1Cor 15,14, diz: “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”.

Esta fé, na vida eterna, que experienciamos, vivendo a semana santa, precisa ser preparada de corpo e de mente. Por isso, desde muito cedo, em torno do ano 350 d. C. surgiu a Quadragésima, que em português é a Quaresma. Os quarenta dias, as cinco semanas, são um verdadeiro retiro que a Igreja nos propõe.

O que fazer durante a Quaresma? Mais oração, mais jejum e mais esmola resumem as práticas da centralidade deste tempo. Na essência é um período de renovação da própria vida.

Nos cinco domingos a Igreja propõe catequeses muito fortes: 1º domingo: As Tentações; 2º domingo: A Transfiguração; 3º domingo: Jesus e a samaritana; 4º domingo: A cura do cego; 5º domingo: A ressurreição de Lázaro.                                                    

A quinta catequese nos faz refletir sobre a vida e a morte. Jesus conhecia bem Lázaro e suas irmãs, Marta e Maria. Eles também conheciam bem Jesus e sua casa estava sempre aberta para Jesus. Os três irmãos simbolizam a comunidade. A doença e a morte de um irmão devem ser uma preocupação da comunidade. Mas Jesus demora até chegar em Betânia. É sinal de que Jesus não vai impedir a morte física. Ela faz parte da contingência humana. Mas crer em Jesus é cultivar e viver a esperança.

A vida é esperança. Estão vivos aqueles que esperam. Depois do momento do nosso nascimento, em que fomos criados, somos habitados pela esperança. Não cessamos de procurar, esperar, desejar. Procuramos os sinais de Deus? Esperamos a sua vinda? Desejamos a sua presença? Neste tempo da Quaresma, somos convidados à conversão. 

A esperança opera uma mudança nos nossos comportamentos. Nós vivemos de esperança, porque Deus não pode decepcionar-nos. A esperança faz-nos escutar os seus apelos e responder-lhes. Sejamos vivos. Sê-lo-emos se nós esperamos.

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