O Sicredi alcançou a marca histórica de 10 milhões de associados em todo o Brasil, consolidando-se como uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. Em cinco anos, a base de cooperados mais do que dobrou, passando de 5 milhões em 2021 para o patamar atual. Somente nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 13%.
A base de associados reflete a diversidade de públicos atendidos pela instituição. Do total, 75% são pessoas físicas. Já as pessoas jurídicas representam 16%, com destaque para micro, pequenas e médias empresas — segmento no qual o Sicredi atende cerca de 27% das pequenas empresas brasileiras, somando aproximadamente 400 mil CNPJs. O público do Agro corresponde a 9% da base, reforçando a atuação histórica da cooperativa junto ao agronegócio e às economias locais.
Segundo Fernando Dall’Agnese, presidente do Conselho de Administração da SicrediPar, o resultado demonstra a confiança no modelo cooperativista. “Alcançar 10 milhões de associados é um momento histórico para as 100 cooperativas do Sistema e reflete a credibilidade construída a partir de um crescimento sustentável, do relacionamento próximo e do impacto positivo nas comunidades”, afirma.
Expansão e presença nacional
Para acompanhar o crescimento e manter a proximidade com os associados, o Sicredi conta atualmente com mais de 3 mil pontos de atendimento em cerca de 2,2 mil municípios, com presença em todos os estados brasileiros. Somente no último ano, foram inauguradas mais de 190 agências. A projeção é encerrar 2026 com aproximadamente 200 novas unidades, ampliando ainda mais a rede física.
A expansão da instituição também se reflete em benefícios econômicos aos associados. De acordo com a edição mais recente do Benefício Econômico do Sicredi (BES), indicador calculado com base na metodologia do Banco Central do Brasil, foram gerados R$ 25,5 bilhões em benefícios econômicos em 2024, o que representa uma média de R$ 2.931,17 por associado.
Impacto nas comunidades
O crescimento do cooperativismo financeiro tem reflexos diretos no desenvolvimento regional. Parte dos resultados é reinvestida nas comunidades por meio de programas sociais, educação financeira, apoio ao empreendedorismo e ações de desenvolvimento local.
Conforme o Relatório de Sustentabilidade 2025, em 2024 foram investidos mais de R$ 435 milhões em iniciativas sociais por meio do FATES, do Fundo Social, de doações, leis de incentivo e patrocínios socioculturais. No mesmo período, cerca de R$ 15 bilhões foram destinados ao empreendedorismo feminino, enquanto a carteira de crédito de Economia Verde somou aproximadamente R$ 58 bilhões.
Para o diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, César Bochi, a marca alcançada simboliza mais do que crescimento numérico. “O avanço da base de associados reflete a força de um modelo que cresce gerando impacto positivo. Nosso propósito é cuidar da vida financeira das pessoas enquanto impulsionamos o desenvolvimento das regiões onde atuamos”, destaca.