16 de janeiro de 2026
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MOBILIDADE URBANA

Teutônia apresenta estudo para implantação do estacionamento rotativo

Relatório aponta que população utiliza veículos em 77% dos deslocamentos. Sugestão passa pela adoção de sistema misto, com 800 vagas na fase inicial. Decisões deverão contar com participação da comunidade

Por: Marcel Lovato

15/01/2026 | 13:45 Atualização: 15/01/2026 | 14:49
Engenheiro Rui Pires fez a explanação na manhã desta quinta-feira, 15. Foto: Marcel Lovato
Engenheiro Rui Pires fez a explanação na manhã desta quinta-feira, 15. Foto: Marcel Lovato

A Prefeitura de Teutônia realizou, na manhã desta quinta-feira, 15, a apresentação de um estudo de viabilidade para a implantação do Estacionamento Rotativo. Realizada na CIC, a atividade foi conduzida pelo engenheiro de tráfego Rui Voldinei Pires, da RVP Tecnologia em Engenharia, e contou também com representantes da Câmara, Brigada Militar, comércio e serviços.

Segundo Pires,  há cerca de 29 mil veículos para uma população superior a 34 mil habitantes. Além disso, 77% dos deslocamentos pela cidade são feitos de carro. No que tange aos espaços disponíveis, é possível em torno de 800 vagas na fase inicial, com foco nos Bairros Languiru e Canabarro, considerados os mais problemáticos, seja por conta dos congestionamentos ou saturação.  Contudo, há possibilidade de chegar a 1.000. “Não é viável que um veículo fique estacionado por oito horas no mesmo lugar”, exemplifica.

Sugestão

O parecer destaca que a adoção do estacionamento rotativo é “tecnicamente recomendável e economicamente vantajosa”. Nesse sentido, sugere a adoção do “Sistema Misto”, com aplicativo para monitoramento em tempo real, flexibilidade de tarifas e geração de dados voltados ao planejamento; pontos de venda físicos para garantir acesso universal e inclusão social, com isenções para idosos e PCDs e até mesmo tolerância de 15 minutos.

Nele, o custo de implantação é considerado “significativamente inferior” ao de parquímetros e o potencial de arrecadação é maior.  Desta forma, oferece “melhor balanço em eficiência”.  Além disso, Rui defende que a Prefeitura seja a gestora do estacionamento,  a fim de evitar possíveis problemas com concessões. Hoje, segundo ele, há exemplos, inclusive no Vale, de modelos implementados que não deram certo ou ficaram aquém da expectativa.

“O dinheiro fica na cidade e se reverte em investimentos para a segurança pública, a infraestrutura, em melhorias no transporte coletivo. Há plataformas para isso. Teutônia precisa copiar modelos que dão certo”, avalia o especialista.

Próximos passos

Com previsão de implantação em 9 meses, o projeto deverá passar agora pela criação de uma comissão, com representantes do poder público, entidades e sociedade civil. Rui enfatiza que a construção comunitária com ideias e apontamentos fará toda a diferença na definição do modelo que melhor atenda às necessidades locais.

Após,  vem a elaboração de um decreto pelo Município, avaliação do Legislativo e formalização do sistema de estacionamento rotativo. Na sequência, a demarcação das vagas e zonas de abrangência, instalação da sinalização conforme as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e uma ampla campanha educativa, com folders, comunicados oficiais e imprensa. Ou seja, voltada à conscientização e diálogo

Entre os principais benefícios elencados, estão a organização do espaço urbano, redução da poluição tanto ambiental quanto sonora, menor circulação em busca de vagas, o que favorece a “vitalidade econômica” das áreas abrangidas, democratização e mais mobilidade.  “O trânsito precisa de investimento. Meu papel é fazer com que Teutônia não comenta os mesmos erros de outros municípios”, conclui.

Na visão do subsecretário de Planejamento, Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Marco Antônio Franck, questões geográficas como o fato do município ser longitudinal, ruas estreitas são agravantes em um cenário de excesso de veículos, acidentalidade e infrações em alta. Logo, houve a necessidade de uma posição mais técnica para tratar sobre trânsito e balizar ações.

“É um processo complexo, no qual o Rotativo é apenas uma das partes. Buscamos soluções ou, ao menos, melhorias para termos mais fluidez e segurança nas nossas ruas”, conclui.

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