A Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram, na sexta-feira, 19, os índices do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios gaúchos em 2023. O relatório representa a soma de bens e serviços produzidos.
Dados apontam que o Vale do Taquari ampliou a sua participação, de 3,3% em 2021 para 3,7%. O somatório chegou a R$ 24,23 bilhões. Já o total do Rio Grande do Sul ficou em R$ 650,11 bilhões.
Em âmbito microrregional, destaque para Teutônia. Com R$ 2.003.350.793, o município alcançou a 3ª posição no Vale do Taquari, atrás apenas de Lajeado (R$ 6,7 bilhões) e Estrela (R$ 2,3 bilhões). O PIB da “Capital Nacional do Canto Coral” subiu R$ 427.339 de 2021 a 2023. A representatividade no montante estadual cresceu de 0,27% para 0,31%. Esses 0,04% também significaram a escalada de 16 posições no ranking durante o período analisado, uma vez que houve salto de 76º para 60º.
Logo após, em 9º regional e 146º estadual, figura Imigrante e riqueza estimada em R$ 590.476.017. Paverama também obteve alta em dois anos. Subiu da 280ª posição para a 228ª. No Vale, ocupa a 14ª. O PIB estimado é de R$ 301.261.996. O anterior era pouco mais de R$ 242,4 mil. Um dos fatores atribuídos ao resultado é a instalação de uma unidade da Fruki Bebidas, que, inclusive, anunciou expansão das operações neste 2025.
Na sequência, em 266º, aparece Westfália, com R$ 234.678.220; Fazenda Vilanova (360º) e R$ 145.765.540; Boa Vista do Sul (376º e R$ 134.911,770) Poço das Antas (428º e R$ 100.774.015); Colinas (439º e R$ 90.397.865). Dos oito municípios analisados, apenas Poço das Antas apresentou queda de posição no ranking, motivada, pela interrupção da atividades no frigorífico de suínos.
Vale destacar que o levantamento não considera os efeitos econômicos das enchentes de 2024. Logo, as futuras divulgações deverão dimensionar os impactos das catástrofes e como as cidades gaúchas passaram pelo processo de recuperação e se adaptaram às migrações, caso de Teutônia, que recebeu moradores e empresas de locais como Estrela e Encantado.
Maiores do Estado
O estudo aponta que os dez maiores municípios respondem por 40,77% da economia estadual. Porto Alegre permaneceu na liderança, com PIB de R$ 104,74 bilhões, enquanto Gravataí foi o principal destaque ao avançar duas posições no ranking. Além delas, Caxias do Sul e Canoas, o grupo incluiu Rio Grande, Passo Fundo, Santa Cruz do Sul, Pelotas, Novo Hamburgo e São Leopoldo.
Ranking nacional
Três municípios do Rio Grande do Sul figuraram entre os 100 maiores PIBs do Brasil em 2022 e 2023: Porto Alegre, Caxias do Sul e Canoas. A capital manteve a 9ª posição no ranking nacional nos dois anos. Caxias do Sul avançou uma colocação, passando da 38ª para a 37ª posição, enquanto Canoas passou da 44ª para a 47ª posição.
Os dez maiores PIBs em 2023 no Vale
- Lajeado – R$ 6,7 bilhões
- Estrela – R$ 2,3 bilhões
- Teutônia – R$ 2,0 bilhões
- Arroio do Meio – R$ 1,9 bilhão
- Encantado – R$ 1,4 bilhão
- Taquari – R$ 1,1 bilhão
- Cruzeiro do Sul – R$ 686 milhões
- Bom Retiro do Sul – R$ 510 milhões
- Anta Gorda – R$ 333 milhões
- Arvorezinha – R$ 405 milhões
Os dez maiores do Estado
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Porto Alegre – R$ 104,7 bilhões
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Caxias do Sul – R$ 37,9 bilhões
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Canoas – R$ 29,2 bilhões
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Gravataí – R$ 15,5 bilhões
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Rio Grande – R$ 14,1 bilhões
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Passo Fundo – R$ 14,1 bilhões
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Santa Cruz do Sul – R$ 13,4 bilhões
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Pelotas – R$ 12,5 bilhões
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Novo Hamburgo – R$ 11,9 bilhões
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São Leopoldo – R$ 11,7 bilhões
Panorama microrregional

Fonte: SPGG/IBGE