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DE OLHO NA COPA

O teutoniense que já esteve em cinco copas

Valdir Griebeler acompanhou 17 partidas entre as edições de 2006 e 2022 e guarda experiências marcadas pelo futebol e interação multicultural

Por: Marcel Lovato

12/06/2026 | 12:54
Acervo com ingressos, camisas e credenciais exalta as memórias e a paixão pelo futebol. Foto: Gabriela Arendt
Acervo com ingressos, camisas e credenciais exalta as memórias e a paixão pelo futebol. Foto: Gabriela Arendt

 

O pontapé inicial da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá foi dado nessa quinta-feira, 11, com os jogos entre México e África do Sul e Coreia do Sul e Tchéquia. Assistir à competição no estádio é, talvez, a maior experiência da vida de quem aprecia o futebol. Se uma já se torna inesquecível, imagine cinco? É o caso do teutoniense Valdir Griebeler.

Ele participou das edições de 2006 a 2022, disputadas, respectivamente, na Alemanha, África do Sul, Brasil, Rússia e Catar. Ao todo, acompanhou 17 partidas e, a cada torneio, ao menos uma da Seleção Brasileira. Nos intervalos entre os jogos, as viagens também proporcionaram o contato com culturas bastante distintas, como os safáris e a imersão na história da antiga União Soviética.

“A experiência da primeira foi tão fantástica, marcante e enriquecedora que me levou a ir nas seguintes. É uma sensação única. Conhecemos os costumes, pontos turísticos, vestimentas, comidas, conversamos com pessoas de várias nacionalidades. Adquirimos uma bagagem”, destaca Valdir. O objetivo era sempre ir a locais para os quais nunca havia viajado.

Intercâmbio cultural

Um ponto que reforça essa percepção é a integração entre os participantes. O clima do Mundial, naturalmente, propicia o desenvolvimento das relações interpessoais. Valdir enfatiza que o fato de ser brasileiro facilita a troca de ideias, uma vez que pessoas de outras nacionalidades demonstram interesse em conhecer mais sobre o “país do futebol”. “Na Copa da Rússia, os indianos prepararam um jantar no hostel em que estávamos e me convidaram. Eles comiam sem talheres, como é hábito deles, e, para não fazer desfeita, segui esse ritual”, lembra.

Quando não estava nos estádios, participava das Fan Fests, que oferecem a cada mundial telões gigantes para assistir aos jogos, atividades culturais ligadas ao país-sede, além da praça de alimentação. É um ponto de encontro para as famílias.

Ingressos e recordações

Além da camisa verde e amarela, são guardados crachás de identificação, cachecóis e, claro, ingressos de diversos jogos. Um deles remete ao confronto entre Japão x Brasil, disputado no Estádio Signal Iduna Park, em Dortmund, na Alemanha, em 22 de junho de 2006. Nela, a seleção goleou os japoneses de virada por 4 a 1. Ronaldo (2), Juninho Pernambucano e Gilberto foram às redes. Keiji Tamada descontou.

No dia seguinte, já em Kaiserslautern, assistiu a Arábia Saudita 0 x 1 Espanha. Na mesma edição, ainda testemunhou, por exemplo, o empate entre Irã e Angola por 1 a 1. Na Copa de 2014, disputada em Porto Alegre, esteve nas arquibancadas do Estádio Beira-Rio para Holanda 3×2 Austrália, no dia 18 de junho, e Coreia do Sul 2×4 Argélia, também, em 22 de junho. Portugal x Marrocos e Dinamarca x França foram alguns dos destaques da edição de 2018. Na última, em 2022, foi um dos espectadores do jogo Brasil 0 x 1 Camarões.

Com exceção da Seleção, as escolhas pelas partidas das demais equipes se davam, especialmente, pela diversidade cultural. Neste contexto, o resultado pouco importava, uma vez que era mais uma oportunidade para observar o quanto a paixão pelo futebol move as torcidas mundo afora.

Expectativas

Em relação ao Mundial deste ano, Valdir destaca que, como já conhece tanto os Estados Unidos quanto México e Canadá, não planejou acompanhar os jogos da fase de grupos. A intenção é obter ingressos para os duelos de mata-mata, como oitavas, quartas e semifinais. Para a decisão, marcada para o dia 19 de julho, entende que se trata de uma missão quase improvável devido à alta procura.

Questionado sobre a presença do Brasil nessa final, o torcedor apresenta uma mistura de desconfiança e otimismo. “Nós temos esperança, claro, mas é pequena neste momento. Vemos que a equipe não está muito entrosada e não há todo aquele espírito de mobilização. Mesmo assim, a Copa do Mundo acaba sendo diferente. Cada jogo é uma história. Há outras equipes muito fortes, sim, mas o Brasil é o maior campeão, pode chegar. Vamos torcer!”, conclui.

Valdir na parte externa do Krestovsky Stadium, em São Petersburgo, na Rússia. Nele, o teutoniense acompanhou a vitória do Brasil sobre a Costa Rica por 2 a 0. Foto: Arquivo Pessoal

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