Agosto é marcado pela Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, realizada entre os dias 21 e 28. Em Westfália, o período é acompanhado pela 12ª Campanha Municipal de Mobilização para o Mês da Pessoa com Deficiência, que neste ano busca ampliar o diálogo sobre inclusão e envolver estudantes, adolescentes e pessoas com deficiência nas atividades.
A iniciativa propõe reflexões sobre respeito às diferenças, acessibilidade, autonomia e igualdade de oportunidades, com o objetivo de incentivar atitudes inclusivas no cotidiano e contribuir para a superação de preconceitos e barreiras.
Como parte da programação, técnicas do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) realizaram atividades com estudantes do 6º ao 9º ano da EMEF Vila Schmidt. Durante os encontros, os alunos foram convidados a refletir sobre o significado da inclusão e sobre como o município está preparado para acolher crianças, adolescentes e adultos com diferentes limitações.
Segundo a psicopedagoga Fabiana Christ, as atividades possibilitaram ouvir a percepção dos estudantes sobre o tema e discutir formas de contribuir para uma comunidade mais acolhedora. “O trabalho com os estudantes foi muito produtivo”, avalia.
A campanha também envolveu os grupos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do CRAS. Adolescentes e pessoas com deficiência participaram de uma tarde de integração, socialização e troca de experiências, ampliando o debate e aproximando diferentes perspectivas sobre a inclusão.
As contribuições reunidas durante as atividades deram origem a um mural coletivo, elaborado a partir dos apontamentos dos estudantes da EMEF Vila Schmidt e dos participantes dos grupos do CRAS. O material está exposto no saguão da Prefeitura de Westfália e busca levar a reflexão sobre o tema também ao espaço público.
“Nós percebemos que, de fato, neste município, é trabalhado esse tema tanto nas escolas quanto nos nossos grupos do CRAS”, destaca Fabiana.
Para a coordenadora do CRAS, Pauline Dahmer, a proposta também permitiu compreender como os jovens percebem a inclusão e incentivar mudanças que podem começar em atitudes cotidianas. “Muito se fala em inclusão, e um dos objetivos desse trabalho é ver de que maneira esses jovens e adolescentes enxergam a inclusão e como eles podem trabalhá-la no dia a dia, com simples atitudes que fazem a diferença na vida de alguém”, afirma.
A mobilização reforça que a inclusão deve estar presente de forma permanente nas escolas, famílias, serviços públicos e demais espaços da comunidade. “Não é somente no mês de agosto, quando temos a data. A inclusão é trabalhada todos os dias, seja qual for o âmbito”, complementa Pauline.
Com as ações desenvolvidas durante o mês, Westfália busca ampliar a participação da comunidade no debate e reforçar a importância do respeito, do acolhimento e da convivência com as diferenças.