SAÚDE

Hospital Ouro Branco amplia proposta de tratamento com terapias ortobiológicas

Proposta prevê a aquisição de materiais e insumos para a implantação dos procedimentos, que dependerão de avaliação médica individualizada

Por: Assessoria de Imprensa

26/08/2026 | 14:30
Foto: Assessoria de Imprensa do HOB
Foto: Assessoria de Imprensa do HOB

O Hospital Ouro Branco (HOB) estrutura um projeto para ampliar a oferta de tratamentos ortobiológicos a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os procedimentos previstos está a aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), produto obtido a partir do sangue do próprio paciente.

A proposta inclui a compra de materiais e insumos específicos para a coleta, o processamento e a aplicação do PRP por meio de infiltrações. A indicação dependerá do diagnóstico, da avaliação individualizada e da análise de possíveis contraindicações.

Desde julho, o uso médico do PRP está regulamentado pela Resolução nº 2.464/2026, do Conselho Federal de Medicina. A norma autoriza o procedimento como tratamento complementar em quatro condições osteomusculares: osteoartrite de joelho, discopatia lombar, epicondilite lateral do cotovelo e reparo meniscal.

O regulamento estabelece que a aplicação não substitui tratamentos clínicos, de reabilitação, intervencionistas ou cirúrgicos indicados para cada caso. Também exige consentimento do paciente, registro em prontuário e acompanhamento médico.

A iniciativa no HOB é coordenada pelo ortopedista e traumatologista Rafael Ruthes Barbosa, membro da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Segundo ele, a intenção é ampliar as alternativas disponíveis no hospital.

“Nosso objetivo é ampliar as possibilidades de cuidado oferecidas aos pacientes, incorporando ao Hospital Ouro Branco alternativas terapêuticas que possam ser indicadas de forma segura e responsável. O PRP é uma dessas possibilidades e utiliza componentes do próprio sangue do paciente”, afirma.

A produção do PRP também deverá seguir as orientações da Nota Técnica nº 29/2024 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que prevê estabelecimento de saúde regularizado, profissionais qualificados, processos documentados, infraestrutura adequada e rastreabilidade do material.

De acordo com o hospital, a implantação poderá reduzir a necessidade de encaminhamento de casos selecionados para outros serviços. Ainda não foram informados o investimento previsto, o prazo para o início dos procedimentos, a capacidade de atendimento ou os critérios de acesso dos pacientes.

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