voz e voto

“Aprendi dentro de casa que a política é o caminho para a transformação”

O Informativo Regional dá continuidade à série de entrevistas com candidatos a deputado com domicílio eleitoral no Vale do Taquari

18/09/2026 | 14:14 Atualização: 18/09/2026 | 14:15
Emanuel Hassen de Jesus
Emanuel Hassen de Jesus

Mais conhecido como “Maneco”, Emanuel Hassen de Jesus tem 46 anos, é advogado, músico e natural de Taquari. Concorre pela segunda vez a deputado estadual. Foi prefeito de sua terra natal por dois mandatos, entre 2013 e 2020. Presidiu a Famurs e chefiou a Secretaria de Apoio à Reconstrução do RS, criada após as enchentes de 2024. Ainda, atuou como secretário-executivo da pasta. No pleito de 2022, recebeu 34 mil votos e ficou na terceira suplência do seu partido.

Quem é o Maneco e o que o motiva a disputar uma vaga no Legislativo?

Maneco Hassen – O Maneco nasceu em Taquari, cidade vizinha aqui, mãe do nosso Vale, onde cresci e resido até hoje, hoje dividindo a residência com Porto Alegre. E desde muito novo, sempre me envolvi nas questões da cidade, ainda na adolescência. E também sempre entendi, aprendi dentro de casa, que a política é o caminho para a transformação, para melhorar a vida das pessoas, para que a gente possa realmente mudar e entregar resultados para a população. E desde muito jovem, eu tomei essa decisão consciente de participar da política e fiz isso já ainda na minha cidade, onde acabei me tornando prefeito com dois mandatos, o que é um orgulho enorme. A partir disso, fui trabalhando, caminhando e conseguindo, no decorrer desta trajetória, entregar muito resultado por onde eu passei. E esse é o caminho que a gente quer seguir agora na Assembleia Legislativa.

Que experiências da tua trajetória te credenciam para exercer o mandato?

Maneco – Fui duas vezes prefeito de Taquari, de 2013 a 2020, eleito e reeleito. Depois fui presidente da Famurs, que é a entidade que congrega todos os municípios do RS, em plena pandemia, naquela dificuldade enorme que o país e o mundo todo passaram. Tive ali o desafio de liderar os prefeitos naquele momento de dificuldade. Depois disso, concorri a deputado estadual na eleição passada, acabei não me elegendo por mil e poucos votos. Mas tem o ditado que diz que Deus escreve certo por linhas tortas. Ao não me eleger, acabei sendo convidado pelo então ministro Pimenta para trabalhar em Brasília, na presidência da República, onde aprendi mais, ganhei mais experiência, conheci de perto todos os caminhos do Governo Federal, e depois eu vim aqui liderar esse processo de reconstrução do Estado, no Ministério da Reconstrução, onde fui secretário executivo do ministro Pimenta, e depois secretário da Reconstrução, esse trabalho enorme que a gente fez, no Estado, que os resultados estão em todos os municípios atingidos.

Quais são hoje os principais desafios do Vale do Taquari?

Maneco – Temos que continuar o trabalho de reconstrução. Por mais que já tenham muitas obras acontecido, muitas coisas tenham sido reconstruídas, nós temos um longo trabalho pela frente, porque a tragédia, além da destruição, ela também mostrou pra nós as dificuldades que a gente enfrenta. Uma delas é de infraestrutura e logística. Nós ficamos sem ponte entre Lajeado e Arroio do Meio, por exemplo, por um bom período. Nós quase perdemos a nossa ponte aqui da BR-386, que seria um caos para todo o estado. Então, este tema precisa, sem dúvida nenhuma, estar nessas prioridades. Nós temos a questão dos pedágios, um debate importante do Vale do Taquari, que ele felizmente não foi realizado agora, mas é um debate para permear o próximo mandato. E nós temos outro tema que é fundamental na nossa região que são as questões de saúde. Os hospitais da região precisam de apoio para que a gente possa atender as pessoas aqui, evitar que elas tenham que ir a Porto Alegre, Região Metropolitana, e a gente ter condições de dar atendimento para a nossa população.

E com a nossa microrregião de Teutônia, como você pretende colaborar?

Maneco – A nossa microrregião de Teutônia é uma região que, nestas enchentes, sofreu menos do que o restante do Vale do Taquari, mas que também teve temas importantes na reconstrução. E nós precisamos finalizar esse trabalho. A nossa microrregião também tem uma dificuldade enorme na área da saúde. O Hospital de Teutônia, por exemplo, não tem UTI. Nós direcionamos, inclusive, mais de R$ 8 milhões aqui para compras de equipamento. O hospital está avançando, mas são melhorias que a gente precisa fazer. Se tem um tema que tu me dissesse para escolher seria aumentar a nossa capacidade de atendimento em média e alta complexidade na área da saúde.

Quais são as propostas concretas que você pretende levar ao parlamento?

Maneco – Além da reconstrução e da saúde, há alguns outros temas que são importantes e que o nosso mandato vai trabalhar com uma atenção especial. Um deles é o tema das crianças, adolescentes e adultos com algum tipo de deficiência, crianças autistas, que ainda não encontram uma política pública estadual que possa dar conta desse atendimento. Alguns municípios acabam atendendo mais, outros menos, mas temos que tratar isso como uma política pública que seja igualitária para todos, que possa dar para essas pessoas e para suas famílias um mínimo de conforto e atendimento necessário. Desde a inclusão escolar, onde é preciso ter o acompanhamento, ter monitor, etc., até todo o sistema que precisa envolver, de consultas, atendimentos e parcerias para que a gente possa dar conta deste trabalho. Outro tema importante que eu quero tratar, até porque isso fiz na prefeitura, são ações sociais para que as crianças e adolescentes possam ter oportunidades no contraturno escolar e ajudar neste crescimento e no futuro dessas crianças e adolescentes.

DIRETO AO PONTO

Uma prioridade para o Vale do Taquari?

Reconstrução. A continuidade do trabalho da reconstrução.

Uma reforma ou medida que considera urgente?

No país, reforma política. No RS, a reforma da organização do sistema de saúde.

Um projeto que pretende apresentar já no primeiro ano de mandato?

Um projeto que contempla as políticas para as crianças, adolescentes e adultos com algum tipo de deficiência para que se tenha uma igualdade nos municípios e no atendimento.

Como define o teu estilo político?

Muito trabalho, muita dedicação.

Qual é o legado que gostaria de deixar ao final do mandato?

Poder dizer para as pessoas que os quatro anos valeram a pena, que foram anos de muito trabalho e o legado principal é a gente conseguir sinalizar as obras e aquilo que é necessário para a reconstrução.

DADOS DO CANDIDATO

Nome completo: Emanuel Hassen de Jesus
Idade: 46 anos (31/12/1979)
Município: Taquari
Grau de Instrução: Superior Completo
Partido: PT
Número: 13700
Total de bens declarados: R$ 1 milhão

FONTE: PORTAL DIVULGACAND

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