
Natural de São Lourenço do Oeste (SC), Carlos Eduardo Ranzi tem 46 anos, é bancário há mais de duas décadas, graduado em Administração pela Univates e concorre pela primeira vez à Câmara dos Deputados. No pleito de 2008, ficou na suplência para o Legislativo de Lajeado. Posteriormente, elegeu-se vereador por três mandatos seguidos, exercidos até o fim de 2024. Nas últimas eleições, concorreu a prefeito e ficou em segundo lugar.
Quem é Carlos Ranzi e o que o motiva a disputar uma vaga no Legislativo?
Carlos Eduardo Ranzi – Fui vereador em Lajeado durante 12 anos. Concorri a prefeito na última eleição, tendo chegado a um número bastante expressivo de quase 20 mil votos. Isso acaba nos colocando em uma posição de ser o candidato mais votado que não se elegeu no Vale do Taquari. Ou seja, existe uma confiança muito grande em cima do meu nome, e isso faz com que a gente acabe levando essa situação para todo o Vale do Taquari, como uma possibilidade de chegada à Câmara de Deputados Federais. Isso é muito importante porque a gente precisa ter representação lá em Brasília. Durante a última década, nós temos optado em não termos alguém aqui do Vale, e isso tem trazido muito prejuízo para nossa região. A gente não pode se negar a ajudar a nossa região.
Que experiências da tua trajetória te credenciam para exercer o mandato?
Ranzi – Estamos falando de uma candidatura ao Legislativo. Eu já fui vereador durante esses 12 anos na cidade de Lajeado, que é a capital do Vale do Taquari. E, com isso, a gente teve oportunidades de fazer a demonstração pública de boas legislaturas, de projetos de lei que foram muito bem aceitos pela nossa comunidade. Nós entendemos o processo legislativo e isso é bastante significativo, porque quem vai, quem pretende ocupar uma vaga lá no Congresso Nacional, tem que entender a que está se propondo, o que pretende sugerir, como pretende votar. E eu acredito que isso seja bastante significativo. As pessoas já têm uma clara noção a respeito dos meus posicionamentos e como que eu voto os projetos de lei. Acredito que isso seja um diferencial.
Quais são hoje os principais desafios do Vale do Taquari?
Ranzi – Nós temos uma dificuldade muito grande de nos entendermos como um único Vale. Infelizmente, nós viemos tratando, nos últimos anos, a parte alta e a parte baixa do Vale do Taquari. Isso tem diminuído o tamanho do baile, a gente tem acordado ele ao meio. E muito por isso se faz necessário alguém que faça essa conexão entre a parte alta e a parte baixa para que nós tenhamos toda a força necessária para fazer as nossas demandas chegarem em Brasília, as nossas demandas chegarem em Porto Alegre, enfim, e trazer recursos para cá. Infelizmente, isso não tem acontecido e a gente tem dependido sim de algumas entidades que têm feito um esforço bastante grande, como por exemplo a Univates, a CIC-VT, enfim, outras entidades, buscando essa união, mas ainda assim a gente precisa de recursos, e esses recursos estão lá em Brasília.
E com a nossa microrregião de Teutônia, como você pretende colaborar?
Ranzi – Essa é uma das perguntas mais importantes que a gente pode ter. Nós temos, não só a microrregião de Teutônia, mas todas microrregiões do Vale do Taquari têm as suas prioridades. Não adianta alguém que é candidato chegar aqui e dizer assim, “ah, eu vou fazer tal coisa”. Isso vai depender muito do que cada município vai pedir. Mas eu sei que aqui em Teutônia existe uma demanda muito forte a respeito do Hospital Ouro Branco. Uma necessidade de aprimoramento do atendimento, uma necessidade de novos recursos. E é claro, quando a gente fala de deputado federal, a gente está falando que tem alguma coisa em torno de R$ 40 milhões em emendas individuais. Sendo que metade desse valor é destinado e tem que ser destinado para a saúde. Ou seja, se nós tivermos um deputado federal que é do Vale do Taquari, é inegável que nós vamos aportar esses R$ 20 milhões, que é metade do valor, para a nossa saúde, inclusive aqui de Teutônia.
Quais propostas concretas o senhor pretende levar ao parlamento?
Ranzi – Nós precisamos trazer, trazer recurso, trazer dinheiro. Nós precisamos de uma coisa que cada vez mais tem sido gritante na nossa região, que é a interconexão dos municípios. A gente, sim, fala das pontes, mas a gente também fala das vias, nós precisamos de vias mais seguras. Eu sei que a gente tem aqui a Via Láctea, que nos últimos anos tem sido uma situação bastante complicada, de vários acidentes que acontecem, isso não se restringe só à parte de Teutônia. Nós precisamos das duplicações, elas são necessárias, e durante muito tempo nós, que somos um corredor de todo o estado do Rio Grande do Sul, quero dizer, passa muito da produção por aqui, acabamos ficando relegados a segundo, terceiro lugar, porque nós não temos alguém que olhe por nós como primeira opção. Então, com certeza, é trazer de lá o interesse pela estrutura, ou infraestrutura, do Vale do Taquari.
DIRETO AO PONTO
Uma prioridade para o Vale do Taquari?
Infraestrutura.
Uma reforma ou medida que considera urgente?
Fazer o recurso, que está indo para outras regiões hoje pela falta da nossa presença, vir para o nosso Vale.
Um projeto que pretende apresentar já no primeiro ano de mandato?
A questão da infraestrutura, eu não tenho como deixar de falar disso. Nós precisamos trazer recursos para a interconexão dos nossos municípios.
Como define o teu estilo político?
Eu analiso com calma. A gente tem que ter certeza, não fazer promessa infundada.
Qual é o legado que gostaria de deixar ao final do mandato?
A certeza que a gente fez um trabalho bem feito. Sair do mandato com situações permanecendo para depois do mandato.
DADOS DO CANDIDATO
Nome completo: Carlos Eduardo Ranzi
Idade: 46 anos (29/06/1980)
Município: Lajeado
Grau de Instrução: Superior Completo
Partido: MDB
Número: 1555
Total de bens declarados: R$ 611.541,21
FONTE: PORTAL DIVULGACAND