18 de abril de 2026
28ºC | Tempo limpo

FÉ E UNIÃO

As mobilizações que alicerçaram a Comunidade Católica

Voluntários destacam engajamento ao longo de décadas e reforçam expectativa por nova etapa de melhorias

Por: Marcel Lovato

18/04/2026 | 11:44 Atualização: 18/04/2026 | 12:03
Ivário Pedro, Zélia, Léo e José possuem trajetórias ligadas à evolução da Paróquia do Bairro Canabarro. Foto e montagem: Sara Ávila e Marcel Lovato
Ivário Pedro, Zélia, Léo e José possuem trajetórias ligadas à evolução da Paróquia do Bairro Canabarro. Foto e montagem: Sara Ávila e Marcel Lovato

A história de construção da Comunidade Católica é marcada pelo trabalho voluntário, pela união entre moradores e por ações coletivas que atravessam gerações. Esse envolvimento fica evidente a partir dos depoimentos de lideranças, que participaram desde as primeiras estruturas e seguem ativos na rotina da Paróquia.

Aos 76 anos e mais de quatro décadas como voluntário, Ivário Pedro Haupenthal destaca o acolhimento dos moradores do Bairro Canabarro, uma vez que veio de Maratá, na época ainda distrito de Montenegro. Essa integração logo o levou a participar das atividades religiosas e nos projetos seguintes, como o antigo pavilhão de madeira, a própria igreja, casa paroquial, necrotério e ginásio. “Houve forte adesão popular para erguermos a Igreja, com direito a venda de cerca de cinco mil rifas e formação de núcleos nas comunidades. Luteranos também contribuíram”, destaca.

Para viabilizar o ginásio, por exemplo, os paroquianos percorreram residências em busca de doações e venderam até garrafas vazias para arrecadar recursos. Mutirões foram de suma importância na constituição do prédio. Na visão de Ivário Pedro, “Tudo valeu a pena”.

Leia também: Rumo aos 50 anos, paróquia lança projeto para revitalização

Participação da família

A empresária Zélia Maria Dávila também associa a trajetória comunitária ao envolvimento familiar. Filha de Ana Elza Dávila, uma das precursoras da construção do pavilhão de madeira, na década de 1970, ela relembra que as primeiras festas eram organizadas em salas de aula da atual Escola Estadual de Ensino Médio Reynaldo Affonso Augustin, onde sua mãe era diretora.

Zélia destaca ainda a utilização da capela para atividades da EMEF Teobaldo Closs, em parceria com o poder público. Sobre a construção da igreja, menciona a participação, inclusive, de famílias com menor poder aquisitivo, que juntavam valores para a compra de cimento. “Minha mãe juntou um pouquinho de dinheiro dos sete filhos e o seu e nosssa fampília doou o valor de um banco”, destaca.

Para ela, a comunidade apresenta um relevante histórico cooperativa, alinhado com os valores de Teutônia, e que tem tudo para se repetir nesta nova empreitada. Mais que reuniões, há união.

Apoio do poder público

Coordenador da paróquia desde 1990, Léo Antônio Scheeren relata que sua participação começou ainda na inauguração do sino da antiga capela, ou seja, muitos anos antes de assumir a atual função. Ao longo de mais de três décadas na diretoria, acompanhou momentos decisivos, como o novo pavilhão, erguido a partir de janeiro de 1991 diante do crescimento do Bairro Canabarro. Era uma obra grande para pouco dinheiro.

Segundo Scheeren, a construção contou com apoio do então prefeito Silvério Luersen. Sua administração forneceu materiais como areia e cascalho. O próprio gestor e o então padre Egon Mohr atuaram na obra. “O suporte foi bastante significativo porque o prefeito era ligado à Comunidade Evangélica. Na época, ainda existia certa divisão. Ele auxiliou até mais que muitos católicos”, opiniou.

Sobre a revitalização, Scheeren avalia que o processo é necessário diante das novas demandas. “A ação se torna importante para que possamos nos adaptar ao futuro, irmos além de um ambiente de oração. Esse trabalho será árduo, mas vamos chegar lá”.

Progresso em todas as frentes

Já José Odemar Martins relata que passou a integrar a comunidade após retornar a Teutônia. Ele residiu durante 15 anos em Estância Velha com a família. Atualmente no terceiro ano como coordenador da Pastoral, ele destaca o cuidado contínuo com o patrimônio.

Entre as melhorias recentes, ele menciona a revisão geral da parte elétrica e intervenções na cozinha e na quadra do ginásio. O zelo é considerado fundamental para fazer frente, sobretudo, à ação do tempo. “É uma igreja muito bonita, mas nós precisamos oferecer condições mais propícias aos nossos frequentadores. Um ambiente acolhedor, que seja um ponto de referência para além do Bairro Canabarro e a comunidade possa se orgulhar. A obra irá fortalecer as atividades pastorais, de modo que possamos progredir física e espiritualmente”, conclui Martins.

Leia também as Edições Impressas.

Assine o Informativo Regional e fique bem informado.