Os desafios de se comunicar com clareza, compreender o cliente e conciliar autonomia com responsabilidade nas empresas estiveram em pauta na 5ª Convenção da CIC Teutônia. Realizado na quinta-feira, 8, o encontro reuniu mais de 100 participantes durante a tarde, sob o tema “Conexões que movem resultados”.
A programação contou com palestras de Arthur Gubert, Fran Rabuske, Ronan Mairesse e Daniel Keller, além de momentos de troca de experiências entre profissionais de diferentes empresas e segmentos. Fran também conduziu o evento.
Arthur Gubert abriu as apresentações com “O Poder do Sim”, sobre a disposição para lidar com oportunidades, mudanças e situações que fogem do planejamento. A partir de experiências pessoais e exemplos do cotidiano, abordou como a busca por conforto e facilidade pode limitar escolhas.
O palestrante também discutiu a importância de preservar a convivência em uma rotina mediada por telas. A escuta, a capacidade de discordar com calma e o humor como recurso para enfrentar dificuldades foram alguns dos pontos apresentados. Ao compartilhar vivências familiares, relacionou as incertezas da vida à coragem necessária para seguir em frente.
Na sequência, Fran Rabuske tratou dos efeitos da distância entre o que se diz e o que é compreendido pelas equipes. Na palestra “Comunicação Empresarial: a força da mensagem que gera conexão, influência e resultados”, apresentou o método F.A.L.A., composto por Foco, Acolhimento, Leveza e Autoridade.
Com exemplos do ambiente de trabalho, destacou a definição de prioridades, a compreensão de quem recebe a mensagem e a organização da fala. Também apresentou a estrutura de Contexto, Posicionamento e Direção para orientar tarefas, estabelecer responsáveis e definir prazos. Voz, postura e coerência foram apontadas como elementos para fortalecer a confiança entre lideranças, equipes e clientes.
Após o intervalo, Ronan Mairesse abordou a relação entre comportamento humano e decisões de compra em “Psicologia da Venda: como fazer o cliente comprar sem você ter que vender”. O palestrante discutiu a influência das experiências e das emoções na negociação, com destaque para as perguntas e a escuta ativa como formas de compreender o cliente.
Daniel Keller encerrou o encontro com “Nem Prisão, Nem Parque de Diversão”, sobre maturidade nas relações de trabalho. Ao discutir os efeitos do excesso de controle e da permissividade, defendeu uma gestão baseada em responsabilidade, clareza e acompanhamento das ações.
Para Keller, a autonomia depende da compreensão do que se espera de cada profissional. O alinhamento de metas, a cultura praticada no cotidiano e a orientação no momento adequado também integraram a apresentação. Ao tratar do engajamento, relacionou o sentido do trabalho à percepção da contribuição de cada pessoa.
A convenção teve patrocínio das cooperativas Certel e Sicredi Ouro Branco e do Sebrae RS, além do apoio do Quiero Caf