O Colégio Teutônia promoveu, na noite de terça-feira, 5, no Auditório Central, um bate-papo com a médica psiquiatra e psicoterapeuta da infância e adolescência Maria Rosa Iorra. Com o tema “Crescer dá trabalho: o papel dos pais da infância à adolescência”, o encontro foi voltado especialmente às mães da comunidade escolar e reuniu reflexões sobre os desafios da parentalidade e o desenvolvimento infantil e juvenil.
A atividade proporcionou um momento de acolhimento, aprendizado e troca de experiências, destacando a importância da participação da família no processo educativo e na formação emocional dos filhos.
A diretora do Colégio Teutônia, Fabiane Dentee Wommer, ressaltou a relevância da parceria entre escola e família na construção da trajetória dos estudantes. “Buscamos estar cada vez mais próximos e presentes, com a família sempre ao nosso lado nessa caminhada, contribuindo na formação de estudantes e cidadãos”, afirmou.
Durante a palestra, Maria Rosa Iorra abordou aspectos relacionados ao desenvolvimento infantil e adolescente, enfatizando três pilares considerados fundamentais na infância: o afeto, responsável pelo fortalecimento dos vínculos; o estímulo, que favorece a aprendizagem; e os limites, importantes para a construção da autonomia e da organização emocional.
Ao tratar da adolescência, a especialista destacou a necessidade de equilíbrio na relação entre pais e filhos. Segundo ela, o jovem necessita de presença e acompanhamento, ainda que de forma diferente da infância. “O adolescente não quer pais ausentes, mas pais que saibam ajustar a distância. Na infância, o filho precisa que você o guie pela mão; na juventude, que você o sustente pelo olhar”, pontuou.
Outro tema abordado foi o impacto do uso excessivo de telas no desenvolvimento de crianças e adolescentes. A palestrante alertou para consequências como superestimulação, dificuldades de concentração, alterações no sono e diminuição da criatividade. Com base em recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, ela destacou a importância de limites de tempo conforme a faixa etária, além da supervisão e do controle parental. “A tecnologia é ferramenta, não brinquedo. Ela precisa se encaixar na vida, e não o contrário”, enfatizou.
Maria Rosa também salientou que o desenvolvimento infantil é resultado da interação entre fatores genéticos e ambientais, cabendo aos pais oferecer vínculo, presença, limites e estímulos adequados. “O exemplo fala mais alto que a palavra. Não existe perfeição. Educar é equilibrar necessidades com presença, intenção e consciência”, afirmou. A especialista ainda reforçou a importância do autocuidado dos pais. “Um lar doente não cria filhos saudáveis”, destacou.
A coordenadora geral do Colégio Teutônia, Andrea Wallauer, também comentou os desafios da parentalidade na atualidade. “Crescer dá trabalho, educar também. Cada filho é único, mas o amor incondicional sustenta o processo, acolhendo, ensinando e fazendo a diferença todos os dias”, afirmou.
Encerrando a programação, estudantes dos Anos Iniciais realizaram uma homenagem às mães por meio de uma apresentação artística, momento que emocionou as participantes e marcou o fechamento da atividade.