A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou nessa sexta-feira, 17, o primeiro óbito por dengue em 2026 no Rio Grande do Sul. A vítima é uma idosa de 83 anos, com comorbidades, residente em Jacutinga, no Norte do Estado. A morte ocorreu na quarta-feira, 15.
A confirmação foi feita pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e reforça o alerta para a circulação do vírus no território gaúcho. A orientação é para que a população busque atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas, a fim de evitar agravamentos.
A secretária estadual da Saúde, Lisiane Fagundes, manifestou pesar pela morte e destacou a importância do diagnóstico precoce. “O diagnóstico e o acompanhamento precoces são fundamentais para evitar o agravamento do quadro e reduzir o risco de complicações e óbitos – especialmente entre idosos, gestantes e pessoas com comorbidades”, afirmou.
Entre os principais sintomas da dengue estão febre alta (de dois a sete dias), dor atrás dos olhos, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, mal-estar, náuseas, vômitos, diarreia e manchas vermelhas na pele.
A transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, que se prolifera em locais com água parada. A principal medida de prevenção é a eliminação de criadouros, como recipientes que acumulam água. Também são recomendados o uso de telas em portas e janelas, repelentes e a manutenção de caixas d’água e calhas limpas e vedadas.
Desde 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, grupo com maior risco de hospitalização. O esquema prevê duas doses, com intervalo de três meses. A vacinação, inicialmente restrita a áreas prioritárias, foi ampliada em fevereiro deste ano para todos os municípios gaúchos.
O imunizante utilizado é a Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda Pharma. Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de uma vacina nacional, a Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O novo imunizante é de dose única e começou a ser aplicado, inicialmente, em trabalhadores da Atenção Primária à Saúde. A ampliação para o público geral deve ocorrer de forma gradual, conforme a disponibilidade de doses.
Até o momento, o Rio Grande do Sul registra 596 casos confirmados de dengue e um óbito em 2026. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 20.573 casos e 13 mortes. Ao longo de 2025, o Estado somou 52.794 casos e 53 óbitos.
Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o pior cenário da série histórica, com 209.669 casos confirmados e 281 mortes. O pico de circulação da doença ocorre tradicionalmente em abril, especialmente entre as semanas epidemiológicas 15 e 16. Apesar da redução de casos em 2026, as autoridades de saúde reforçam a necessidade de manutenção das medidas de prevenção para evitar novos aumentos.