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agro em foco

A energia que une e move o campo

Opinião de Márcio Mügge, administrador

26/02/2026 | 09:11 Atualização: 27/02/2026 | 15:00

No mês de fevereiro, a maior e mais antiga cooperativa de eletrificação comemora os seus 70 anos. Originalmente, a Cooperativa Certel, fundada em 1956, buscou atender à necessidade de energia elétrica dos moradores e, principalmente, dos produtores rurais de Teutônia. Inclusive, os primeiros “eletricistas” da então cooperativa de eletrificação rural foram agricultores que, em forma de mutirão, construíram as redes para a distribuição da energia elétrica para lares e instalações das propriedades no interior de Teutônia.

A iniciativa dos pioneiros, liderada por Reinoldo Aschebrock (foto), e seguida pelos vários líderes e profissionais que atuaram e atuam na cooperativa, provocou uma profunda transformação no meio rural da região. Áreas que não eram atendidas pelo fornecimento de energia estatal da época passaram a receber a energia que mudou a vidas das pessoas. A eletrificação tirou milhares de famílias da escuridão, permitindo o uso de lâmpadas e eletrodomésticos, melhorando drasticamente a qualidade de vida no campo.

A eletrificação possibilitou a mecanização no agronegócio, tanto na movimentação de motores, que impulsionaram a melhoria nos processos e aumento da produtividade, quanto no resfriamento e congelamento de alimentos! A carne, por exemplo, era guardada em tachos e coberta por banha, e armazenada nos ambientes mais frescos das residências; mas, em poucos meses, precisava ser consumida. Alimentos frescos, como leite e nata, precisavam ser consumidos no mesmo dia. O rádio era o único contato com o mundo externo e, sem energia elétrica, era alimentado por grandes baterias que precisavam ser levadas e carregadas nas cidades.

A chegada da energia provocou uma revolução social, alterando a estrutura das famílias no campo. Quem antes quisesse fugir para as cidades, em busca de conforto, podia agora desfrutar de banho quente, rádio, televisores, ferro elétrico, máquina de lavar… A noite, antes iluminada rudimentarmente por lampiões a querosene e velas, agora passou a ser mais um turno ocupado por trabalho, estudo e encontros sociais.

| Foto: acervo histórico/divulgação

A energia que não pode falhar nem faltar

A dependência por energia elétrica suficiente e de qualidade é hoje um dos grandes gargalos da infraestrutura nas propriedades rurais. Precisa ter estabilidade e potência suficientes, sem interrupções. A falta, e na ausência de geradores próprios, movidos a motores de combustão, provocam enormes perdas, pela parada dos sistemas de refrigeração, fornecimento de água e climatização de aviários e chiqueiros. Redes robustas e energia trifásica é a grande demanda do produtor rural atualmente.

Além de toda a tecnologia, os profissionais do setor, devidamente habilitados e qualificados para atender todo o sistema elétrico, precisam estar disponíveis as 24 horas do dia e 7 dias por semana. Assim como o campo não para, o fornecimento de energia também não pode parar.

| Foto: divulgação

Muito além da luz

A chegada da energia elétrica, promovida pelo esforço e união de pequenos produtores rurais, não trouxe apenas luz; trouxe tempo, trouxe qualidade de vida. Com motores e eletrodomésticos, a família rural pôde produzir mais e descansar melhor.

RÁPIDAS

• A área da Certel abrange 48 municípios no estado, nos vales do Taquari, Caí, Rio Pardo, Paranhana e a Encosta Superior do Nordeste. Destes, a cooperativa atende 17 de forma integral (sedes municipais) e os demais de forma parcial, foccando principalmente na infraestrutura rural.

Quase 80 mil associados formam o quadro social, com uma rede de aproximadamente 4,8 mil quilômetros.

• 100% dos postes são de concreto, produzidos pela própria cooperativa, garantindo mais qualidade e reduzindo custos.

Geração de Energia: novos empreendimentos em andamento e projetados: Hidrelétrica Vale do Leite, entre Pouso Novo e Coqueiro Baixo, Usina Hidrelétrica em Bom Retiro do Sul e Energia Eólica no morro da Harmonia em Teutônia.

• A Certel no Agronegócio garante a “energia que move o campo”.

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