O conceito restrito de educação dos imigrantes alemães é um pilar fundamental da forma de ser desse povo.
Diferentemente do conceito amplo, que considera a educação como um processo de aquisição de conhecimentos, habilidades, valores e atitudes, o conceito dos imigrantes está atrelado à formação cultural e básica do caráter do indivíduo. Busca-se, por este conceito, formar pessoas que assumam responsabilidades, uma vida autônoma e comportamentos conscientes de convívio social pacífico.
Esse tipo de formação inclui o princípio da liberdade com responsabilidade, em que críticas fazem parte, mas não a difamação. A responsabilidade inicia na infância, aumenta na adolescência e chega ao ápice, no casamento, quando os noivos tornam-se independentes e responsáveis pelo sustento de sua família. Dessa forma, essa educação é vista como algo que vem de berço, sendo um dever dos pais.
A escola entre os imigrantes foi organizada para ensinar conhecimentos e habilidades para a formação profissional. Assim, a escola, que estava inserida na comunidade, estabelecia e exigia o cumprimento das mesmas regras definidas na formação cultural de caráter. Havia uma estreita parceria entre os pais e o professor para não permitir desvios de conduta dos alunos na escola.
Nesse conceito, a família representa a base da sociedade. Ela funciona como o primeiro grupo de socialização do indivíduo, onde são transmitidos valores morais, culturais e afetivos e as regras básicas de comportamento, respeito e sociabilidade. Essa ideia coloca no centro da formação a família e não o Estado como responsável pela educação.
Ao contrário do ensino, em que o nível de conhecimento pode ser medido através de provas escritas, a educação em discussão é medida pela observação da forma de ser do indivíduo. Hoje, segundo pesquisas com empresários, os colaboradores são contratados por competências profissionais e demitidos por competências pessoais. Para diminuir demissões, as redes sociais são utilizadas para observar comportamentos dos candidatos.
Atualmente, observa-se que a sociedade começa a balançar: famílias estão se desestruturando, há intrigas entre gênero e raças, há imposição de desejos e vontades individuais e há a terceirização da educação pelos pais. Talvez a solução seja acabar com todas as leis e normas e criar uma nova constituição com dez artigos, segundo regras milenares condutas adotadas pelo cristianismo.
Sugere-se substituir os quatro artigos iniciais, essencialmente religiosos, por outros, além de criar dois estatutos com deveres: dos políticos e dos pais.