A tarifa de energia elétrica dos consumidores atendidos pela RGE Sul terá reajuste médio de 16,06% a partir desta sexta-feira, 19. O índice foi aprovado nesta terça-feira, dia 16, pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Para consumidores residenciais, o aumento será de 14,97%. Na baixa tensão, grupo que inclui residências, pequenos comércios, propriedades rurais e outros consumidores de menor porte, o reajuste médio será de 14,93%. Já na alta tensão, que abrange principalmente indústrias e grandes empresas, a variação média será de 19,02%.
Com sede em São Leopoldo, a RGE Sul atende cerca de 3,19 milhões de unidades consumidoras no Rio Grande do Sul.
De acordo com a ANEEL, os principais fatores que influenciaram o reajuste foram os componentes financeiros do ciclo tarifário atual e do ciclo anterior, além dos encargos setoriais e dos custos com transporte e compra de energia elétrica.
O cálculo também considera efeitos da calamidade pública registrada no Rio Grande do Sul em 2024. Naquele período, as tarifas foram mantidas entre junho e agosto, e depois houve reajuste com variação média nula até junho de 2025. A diferença passou a ser tratada como ativo regulatório em favor da distribuidora, com recomposição prevista nos três processos tarifários seguintes.
Índices aprovados
- Consumidores residenciais: 14,97%
- Baixa tensão, em média: 14,93%
- Alta tensão, em média: 19,02%
- Efeito médio para o consumidor: 16,06%
Reajuste e revisão
O reajuste tarifário anual ocorre nos anos em que não há revisão tarifária periódica. Ele atualiza parte dos custos da distribuidora e repassa despesas como compra de energia, transmissão e encargos setoriais.
A revisão tarifária periódica é mais ampla e define parâmetros para o ciclo seguinte, como custos de distribuição, metas de qualidade, perdas de energia e componentes usados no cálculo das tarifas.