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VISÃO DE NEGÓCIO

Copa do Mundo: o que as empresas podem e não podem usar

Opinião de Vinícius Christ, advogado mestre em Propriedade Intelectual

19/06/2026 | 09:23

A Copa do Mundo é uma grande festa do futebol. Nessa época, muitas empresas querem fazer propagandas com bolas, camisetas, taças, mascotes, nomes de seleções e outras imagens que lembram o campeonato. Mas é preciso ter cuidado: nem tudo o que aparece na Copa pode ser usado livremente.

O nome oficial do evento, o desenho da taça, os logotipos, os mascotes, os slogans e outros símbolos podem ter dono. Isso significa que somente quem recebeu autorização pode usar esses elementos para vender produtos, divulgar serviços ou fazer promoções.

Imagine que uma empresa coloque o símbolo oficial da Copa em uma camiseta e comece a vendê-la. Mesmo que a imagem esteja na internet, isso não quer dizer que ela seja de uso livre. A empresa pode receber uma reclamação, ter que retirar os produtos de venda e até pagar uma indenização.

Também existe outro cuidado importante. Uma empresa não pode fingir que é patrocinadora oficial da Copa quando não é. Isso pode acontecer quando ela usa palavras, cores, imagens ou frases que fazem as pessoas pensarem que existe uma parceria com o evento. Essa prática é chamada de publicidade de emboscada.

Mas isso não quer dizer que as empresas não possam entrar no clima do futebol. Elas podem criar campanhas sobre torcida, união, alegria, amizade e paixão pelo esporte. Também podem usar desenhos próprios, frases criativas e ideias que não copiem os símbolos protegidos.

Por exemplo, uma loja pode fazer uma campanha com a frase “Vamos torcer juntos!”, usando uma bola desenhada por ela mesma. O problema começa quando a propaganda usa sinais oficiais ou tenta parecer parte do evento sem ter autorização.

Antes de publicar uma campanha, vender um produto ou fazer uma promoção, a empresa deve conferir se os nomes, imagens e símbolos podem ser usados. Também é importante pedir a análise de um profissional, principalmente, quando a ação envolve muitos clientes, anúncios pagos, influenciadores ou venda de produtos.

A regra é simples: aproveitar o clima da Copa pode, mas copiar marcas e símbolos protegidos, não. Com criatividade e cuidado, a empresa pode participar da festa sem transformar uma boa ideia em um problema.

O cuidado também protege o público. Quando uma propaganda usa símbolos oficiais sem permissão, as pessoas podem acreditar que o produto foi aprovado pela organização da Copa. Por isso, a mensagem deve ser clara e responsável.

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