O cultivo de soja e milho, que domina a produção de grãos no Brasil, totalizando mais de 300 milhões de toneladas na safra 2025/2026, depende de um conjunto essencial de insumos, com destaque para fertilizantes, defensivos e sementes tratadas.
Os fertilizantes, que agem na função nutricional, e os corretivos do solo atuam juntos para garantir que a planta tenha um “ambiente saudável” e “alimento disponível”. O corretivo tem a função primária de ajustar o ambiente químico do solo antes da nutrição, elevando o pH, eliminando o alumínio tóxico, favorecem a porosidade e a circulação de água. Além disso, os corretivos potencializam os fertilizantes: em solos ácidos, o adubo “trava” e a planta não absorve e o corretivo libera esse acesso. Também fornecem cálcio e magnésio, que são elementos vitais para a estrutura da planta. Principais exemplos são o calcário e o gesso agrícola.
O fertilizante tem a função de nutrir diretamente a planta com os elementos que ela precisa para crescer, devolvendo ao solo o que a colheita anterior retirou, aumentando a produtividade, estimulam o vigor e o tamanho dos grãos.
Para a proteção aos cultivos, são utilizados os defensivos agrícolas, classificados em herbicidas, com destaque ao glifosato, inseticidas, para o tratamento de sementes e aplicação foliar contra pragas como lagarta-do-cartucho no milho e percevejos na soja, além dos fungicidas, que combatem ferrugem asiática na soja e as manchas foliares no milho.
Ainda existem os produtos biológicos e as sementes transgênicas, que apresentam variedades com tecnologias de resistência a insetos e tolerância a herbicidas, os inoculantes, essenciais para a soja, pois realizam a fixação biológica de nitrogênio e os bioinsumos, que se utilizam de bactérias e fungos para controle de pragas e doenças.

Análise de solo
Para saber a quantidade exata de corretivos e fertilizantes, o único caminho seguro é a análise de solo. Ela funciona como um “exame de sangue” da lavoura. Após o processo de coleta de amostras, que deve seguir orientações técnicas, o solo vai ao laboratório, que medirá o pH, indicando a acidez, a porcentagem de nutrientes “bons”. A matéria orgânica indica a saúde biológica e reserva de nitrogênio e as quantidades reais de fósforo, potássio, cálcio e magnésio disponíveis.
Com o laudo em mãos, o técnico utiliza tabelas para calcular e identificar as devidas aplicações, que são repassadas ao produtor para que possa executar o manejo correto dos produtos que serão colocados no solo.
Com esse suporte, o produtor certamente contará com os benefícios da economia, gastando menos dinheiro com adubo que a planta não vai usar, evitando a salga do solo e contaminação de lençóis freáticos, além de garantir que o investimento na semente (geralmente cara) terá retorno.

Closeup picture of Gardener’s Hands Planting Plant
Cuidados com a terra
Um solo bem tratado é o “alicerce” do lucro no campo. Quando você cuida da correção e da nutrição, os benefícios vão muito além de apenas plantas bonitas: refletem na economia e produtividade, resistência e saúde no enfrentamento aos danos que podem ser provocados às plantas.

RÁPIDAS
Os nutrientes e suas funções:
- Nitrogênio (N): foca no crescimento de folhas e caules. É o motor do crescimento.
- Fósforo (P): crucial para o enraizamento, formação das flores e formação de sementes.
- Potássio (K): Melhora a resistência a doenças e a qualidade dos frutos.
- Cálcio (Ca): Forma as paredes das células; sem ele, a planta “mela” ou cresce torta.
- Magnésio (Mg): É o coração da molécula de clorofila; essencial para a fotossíntese.
- Enxofre (S): Ajuda na formação de proteínas e no sabor/odor de certas culturas.
- Boro (B): Fundamental para a formação do tubo polínico e crescimento de novos brotos.
- Zinco (Zn): Atua no crescimento hormonal da planta.
- Manganês (Mn): Ajuda na quebra da molécula de água durante a fotossíntese.
- Molibdênio (Mo): Vital para a soja, pois ajuda as bactérias a fixarem o nitrogênio do ar.