O futebol brasileiro e mundial, muito além de ser um esporte e uma forma de interação, lazer e convivência social, se estabelece em uma das conexões comerciais e culturais mais fortes do país. O setor rural, responsável por cerca de 27% do PIB nacional, movimenta o esporte tanto como patrocinador oficial quanto como um destino de investimentos para jogadores e ex-atletas.
Além das Bets (marcas de apostas), as marcas do campo estão cada vez mais presentes nos uniformes e estádios. Empresas de fertilizantes, cooperativas alimentícias, maquinários e instituições financeiras rurais marcam presença no futebol. Cerca de 85% dos clubes das principais divisões nacionais possuem algum tipo de parceria comercial com o agronegócio, possibilitando visibilidade pelo futebol para se aproximar do consumidor final e valorizar a imagem do campo.
Grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo, também são utilizados pelo agro para impulsionar exportações e promover a proteína animal brasileira. A união desses dois mundos dita o ritmo do consumo e do comportamento no país. Durante a Copa, o agronegócio se beneficia diretamente. O consumo interno de carne, cerveja e petiscos dispara nos dias de jogos, aquecendo enormemente a economia.
Campanhas publicitárias frequentemente traçam paralelos entre o trabalhador do campo e o jogador da seleção brasileira. Ambas as atividades reforçam a imagem do Brasil como um “líder global”, seja na produção de alimentos ou nos gramados. Nas redes sociais, é comum ver produtores e trabalhadores rurais acompanhando partidas diretamente de máquinas e lavouras, provando que o futebol continua sendo a grande paixão nacional, independentemente de onde a bola role.

E em horário de jogos do Brasil na Copa do Mundo, o Agro para?
O Agro NÃO para de jeito nenhum!
Impossível o agro parar durante os jogos do Brasil! Como o campo lida com seres vivos e processos contínuos que não podem ser interrompidos, o setor se divide entre quem pode fazer uma pausa e quem precisa continuar rodando.
Na indústria, as linhas de abate de animais e processamento operam em turnos ininterruptos. Uma pausa total causaria prejuízos milionários e problemas de bem-estar animal.
O descuido em algum manejo do campo por algumas horas em virtude de algum jogo pode causar prejuízos financeiros. No agronegócio, o tempo é ditado pelo clima e pelo ciclo de vida dos organismos, o que torna qualquer atraso, perda e prejuízo. Atrasar o horário da ordenha causa acúmulo de leite, estresse animal e inflamações nos úberes, inutilizando muitas vezes o leite e exigindo tratamento veterinário. Falhas no reabastecimento automatizado ou manual de ração e água geram brigas no confinamento, perda de peso e queda na imunidade dos animais.
Mas, mesmo assim, em querendo acompanhar os jogos, o agricultor pode assistir pelo celular (praticamente uma ferramenta de trabalho), assistir posteriormente em alguma plataforma de vídeos (YouTube) ou acompanhar pelo tradicional rádio.
“O agro alimenta o mundo, o futebol move corações: as duas maiores potências do Brasil jogando no mesmo time!”

RÁPIDAS:
Jogadores de futebol também investem no Agro!
- Neymar: têm direcionado parte de suas fortunas para a compra de propriedades rurais de alto padrão no país, além de investir na criação de cavalos de raça e na agropecuária.
- Cláudio Taffarel: é o proprietário de empresa focada na importação e distribuição de vinhos italianos de alta gama no mercado brasileiro.
- David Beckham: O astro inglês investe em uma vertente de agricultura orgânica e sustentável em sua propriedade rural na Inglaterra, com foco na produção de hortaliças, ovos e mel.
- Fábio Rochemback: o ex-volante de Grêmio e Inter sempre manteve proximidade com as raízes gaúchas, investindo na criação de animais e na pecuária no interior do estado.
- Rafael Sóbis: multicampeão pelo Inter, Além de investir em startups e energia solar, possui aplicações financeiras ligadas a fundos de investimentos do agronegócio.
- Galvão Bueno (narrador): tem investimentos milionários no campo. Longe dos microfones, ele se consolidou como um produtor de referência internacional em vinhos finos, azeite de oliva e pecuária de elite. Tem fazenda em Candiota/RS.