Sicredi Ouro Branco

Da mobilização de 24 produtores aos 130 mil associados no RS e MG

Cooperativa completa 45 anos no próximo dia 20 e celebra uma trajetória marcada pelo suporte ao desenvolvimento econômico e social das comunidades

Por: Marcel Lovato

15/08/2026 | 11:00 Atualização: 15/08/2026 | 11:53
Inaugurada em meados de 2014, sede administrativa é um dos pontos de referência do Bairro Languiru e símbolos do crescimento contínuo das operações. Fotos: Marcel Lovato
Inaugurada em meados de 2014, sede administrativa é um dos pontos de referência do Bairro Languiru e símbolos do crescimento contínuo das operações. Fotos: Marcel Lovato

Teutônia ainda vivia os primeiros meses após a emancipação quando, em 20 de agosto de 1981, 24 produtores rurais liderados por Elton Klepker se reuniram para criar uma alternativa de captação de recursos para o setor primário, diante de muitas dificuldades. Da assembleia nasceu a Cooperativa de Crédito Rural Ouro Branco LTDA (Crediouro), hoje Sicredi Ouro Branco RS/MG. A iniciativa ocorreu em um período de retomada do movimento no estado. Sua trajetória se cruzou com a evolução do município.

Embora não seja um dos sócios fundadores, o vice-presidente Silvo Landmeier testemunhou cada etapa. Ele conhecia todo o grupo, cujos membros faziam parte da Languiru. A primeira sede, inclusive, funcionou junto à cooperativa. O nome “Ouro Branco”, destaca Silvo, foi uma ideia de Klepker e faz referência à produção em larga escala e ao alto valor de mercado que a banha de porco possuía na época.

Titular da matrícula 107, Silvo associou-se em maio de 1982. “Participei de vários encontros na região para explicar a novidade, como funcionava o crédito rural e os benefícios ao homem do campo”, relembra Silvo. A adesão foi imediata, tanto que, em dois anos, já eram mais de mil associados. Com o impulso econômico e o crescimento da demanda, foi necessário ampliar as atividades para além da sede.

Em 1º de julho de 1985, houve a abertura da agência de Poço das Antas. Quatro anos depois, a Crediouro chegou a Taquari. Silvo destaca que essa expansão contou com a parceria da Certaja. A integração ao Sistema Sicredi, em 1992, unificou a marca. No decorrer dos anos seguintes, chegou a Westfália, a Estrela, a outros municípios da região e ao Vale do Caí.

Na visão do dirigente, a parceria com a Languiru no financiamento de insumos, sementes, máquinas e produção, aliada ao intenso trabalho, fez toda a diferença para os rápidos avanços nas primeiras duas décadas.

Escalada das operações

O presidente Neori Ernani Abel destaca que o Sicredi Ouro Branco RS/MG alcançou a marca de 130 mil associados neste início de agosto. Os números reforçam a escalada contínua das operações: foram cerca de 30 mil adesões em dois anos, por exemplo. São 36 agências, sendo 25 no Rio Grande do Sul e 11 em Minas Gerais. Juntas, abrangem 77 municípios: 21 em solo gaúcho e os demais em solo mineiro. Atualmente, a cooperativa emprega 571 colaboradores.

Esse ciclo de ascensão, lembra Neori, foi gradativamente reforçado a partir de 2006. Na época, o Banco Central autorizou a “livre admissão de associados” nas cooperativas de crédito em todo o Brasil. Dessa forma, qualquer pessoa física ou jurídica pôde integrá-las. Até então, no caso do Sicredi, a participação era restrita aos produtores. Essa adesão ampla levou à abertura de agências, à ampliação de estruturas e à instituição de núcleos de associados, de coordenadores de núcleos e da governança corporativa, entre outras ações.

A chegada a Minas Gerais, nos vales do Aço, do Jequitinhonha e do Rio Doce, a partir de 2023, contribuiu para consolidar a força da Sicredi Ouro Branco RS/MG, tornando-a a mais conhecida. Apesar da menor quantidade, as agências foram inauguradas em regiões densamente povoadas, o que explica a grande quantidade de municípios atendidos. Conforme Neori, as áreas são organizadas pela Central Sicredi Sul/Sudeste, à qual a Ouro Branco RS/MG está vinculada.

Presidente Neori e vice Silvo passaram a limpo a trajetória construída a várias mãos nas últimas quatro décadas e meia tanto em Teutônia e demais áreas de atuação

Desenvolvimento Social

A educação, a informação e a presença comunitária são alicerces da atuação comunitária. Neori sublinha a existência das cooperativas escolares, que incentivam o empreendedorismo desde cedo; do Fundo Social, voltado à destinação de recursos para diversos projetos de entidades — foram mais de R$ 2 milhões e 392 beneficiados neste ano —; e do “Na Ponta do Lápis”, com foco na educação financeira e desenvolvido com os jovens.

O público-alvo é estratégico, pois se entende que semear a cultura cooperativista é essencial para a continuidade do modelo. Afinal, trata-se de uma das bases do desenvolvimento regional. “Onde existe o cooperativismo de crédito, o PIB, a renda e a qualidade de vida são superiores. É uma ferramenta de organização financeira”, enfatiza o presidente. No Estado, segundo o Sistema Ocergs, o cooperativismo representa 14% do PIB.

Futuro

“Sem viabilidade econômica, a cooperativa não existe. Sem viabilidade social, não tem razão de ser. O empreendimento cooperativo só se sustenta pela combinação entre esses dois fatores.” Ao parafrasear essa sabedoria, Neori resume que os pilares são essenciais para o Sicredi seguir relevante para a comunidade. Isso também significa eficiência em todos os aspectos.

“Aqui, o associado escolhe como deseja ser atendido. Prezamos sempre pela proximidade. Também vamos trabalhar cada vez mais na educação interna e em iniciativas que incentivem nossos jovens a manter esse modelo forte e sustentável”, acrescenta Neori. As aberturas de novas agências em Minas Gerais e o investimento constante em tecnologia de ponta igualmente compõem o plano de ação.

Show do Jota Quest

As comemorações dos 45 anos tiveram sequência nesta sexta-feira, 14, com um evento para lideranças regionais, parceiros, cooperativas, ex-conselheiros e dirigentes, sócios fundadores, entidades e imprensa na Associação Pró-Desenvolvimento de Languiru (APDL).

Já na noite de 22 de agosto, os associados terão a oportunidade de acompanhar o show da banda Jota Quest, no Pavilhão Multiuso do Centro Administrativo. Os portões serão abertos às 16h, e a programação terá início às 18h, com o show de abertura, seguido da atração nacional.

Os ingressos seguem disponíveis por R$ 20. São transferíveis, o que permite ao associado utilizá-lo ou oferecê-lo de presente a outra pessoa para que ela participe da celebração. A aquisição pode ser feita diretamente pelo site www.sicrediourobranco.com.br.

 

Leia também as Edições Impressas.

Assine o Informativo Regional e fique bem informado.