
Natural de Piratini, Ramatis Birnfeld de Oliveira tem 45 anos e concorre pela primeira vez à Assembleia Legislativa. É farmacêutico e mestre em Bioquímica, ambos pela Ufrgs, e doutor em Fisiologia Humana pela Universidade de Newcastle, Austrália. Atua como professor e pesquisador na Univates. Nas eleições de 2024, ficou na suplência para a Câmara de Lajeado e posteriormente assumiu uma cadeira.
Quem é Ramatis de Oliveira e o que o motiva a disputar uma vaga no Legislativo?
Ramatis de Oliveira – Ramatis de Oliveira é professor, pesquisador, que acabou, de uma maneira muito resumida, caindo na política por causa da pandemia. Na pandemia, como doutor em Fisiologia e professor de Imunologia, tinha opiniões que não eram exatamente as opiniões que se tinham no globo e acabei sendo, muitas vezes, reprimido. E sentindo na carne o que era ter conhecimento para sustentar um argumento, sustentar uma posição e ser reprimido, isso me motivou a entrar na política. Eu acredito que a política precisa de pessoas que possam opinar e que não vão coibir a opinião dos outros. Entrei na política para fazer com que a liberdade possa ser exercida a pleno, e não só na teoria.
Que experiências da tua trajetória te credenciam para exercer o mandato?
Ramatis – Acho que a minha vida profissional seria o primeiro. Como professor, gestor. O professor é um gestor de sala de aula, lida com pessoas, lida com planos de ensino, programas. Eu sou um político novo. Fui, sou o primeiro suplente. Tive a oportunidade de ficar mais de um ano, um ano e tanto, como vereador na Câmara de Vereadores do Lajeado. Tive a sorte também de participar de pautas muito relevantes. Falo principalmente da pauta dos pedágios. Lutamos muito para que a concessão do Bloco 2 não saísse no formato em que está, e principalmente a CPI das Obras. A CPI das obras e toda a experiência política que trouxe pra mim. Consegui entender o que é a politicagem, consegui entender o que é possível, o que não é possível. Acredito que isso me deu uma experiência muito grande do que é viver e exercer a política.
Quais são hoje os principais desafios do Vale do Taquari?
Ramatis – Sinceramente, eu acho que o Vale do Taquari tem dois grandes desafios. O primeiro deles é o logístico. Aqui na região de vocês, é também um dos grandes desafios. O segundo desafio é aumentar o incentivo ao setor primário. Se a gente pegar a realidade do nosso Vale do Taquari, a maioria são pequenas propriedades, pequenos negócios que precisam de incentivo. Melhor incentivo, juros mais baixos, alguma maneira a gente tem que achar, a nível de estado, para facilitar quem produz. E obviamente fazer com que o Vale do Taquari continue sendo um bom ambiente de negócios para as nossas grandes empresas também. Então seria facilitar quem nos dá a nossa pujança, e o setor logístico para mim é um grande gargalo.
E com a nossa microrregião de Teutônia, como você pretende colaborar?
Ramatis – A microrregião de Teutônia eu colocaria quase que imediatamente nessa questão logística. Por exemplo, Teutônia tem uma diferença de Lajeado que Teutônia tem espaço ainda para acomodar indústrias, empresas, para crescer. Lajeado já não tem mais isso. Se a gente for lá em Lajeado e quiser colocar uma grande empresa lá, não vai acontecer. Então, vocês, por exemplo, aqui, têm espaço para poder trazer empresas maiores, mas talvez a logística aqui de vocês é um desafio. Vocês têm que duplicar a Via Láctea. A RSC 453 tem que ser duplicada para facilitar com que futuras empresas que queiram se aproveitar da nossa logística, da nossa pujança no Vale da Taquari, tenham condições para serem mais competitivas. Uma logística melhor, e que não seja tão cara, vai deixar as nossas empresas mais competitivas. Para vocês, eu colocaria mais a questão das duplicações que são extremamente necessárias para essa região.
Quais propostas concretas o senhor pretende levar ao parlamento?
Ramatis – Temos várias. Eu cito algumas muito rapidamente. Uma proposta para saúde, por exemplo, seria o fim do Gercon (Sistema de Gerenciamento de Consultas). Eu acho que o sistema de consultas e direcionamento de consultas atrasa e cria filas. Então, tem uma proposta de ou finalizar com ele ou reformular para que a decisão das consultas volte para o município. Segunda coisa, por exemplo, é investimento em infraestrutura. Eu acredito que concessões não. Elas fazem o seu serviço, mas não na nossa situação. Acho que o melhor é o gerenciamento, o Rio Grande do Sul teria que investir nas suas estradas estaduais. Tem um projeto para isso. Acredito que se a gente pegar o IPVA, os 50% que vão para o Estado, a gente pega isso e divide em dois grandes fundos e jogue pelo menos um desses fundos para investir exclusivamente em estradas. Enfim, temos muitos projetos, mas esses são os dois principais.
DIRETO AO PONTO
Uma prioridade para o Vale do Taquari?
Logística, duplicações.
Uma reforma ou medida que considera urgente?
Securitização para os nossos pequenos produtores.
Um projeto que pretende apresentar já no primeiro ano de mandato?
Pegar uma porcentagem do IPVA e criar um fundo para que as duplicações e melhorias nas rodovias possam ser viabilizadas.
Como define o teu estilo político?
Conservador agressivo, talvez? Um conservador que gosta de briga.
Qual é o legado que gostaria de deixar ao final do mandato?
O legado seriam as pessoas dizerem: “Esse cara aí foi o cara que eu botei o meu voto e o meu voto não foi desperdiçado, porque ele me representa”.
FICHA TÉCNICA
Nome completo: Ramatis Birnfeld de Oliveira
Idade: 45 anos (07/09/1980)
Município: Lajeado
Grau de Instrução: Doutorado
Partido: PL
Número: 22233
Total de bens declarados: R$ 1.371.426,00
FONTE: PORTAL DIVULGACAND