7 de junho de 2026
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Segurança digital

Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026

Levantamento aponta avanço dos golpes, especialmente em relação aos ingressos, apostas, produtos colecionáveis e compras pela internet

Por: Agência Brasil

07/06/2026 | 15:08 Atualização: 07/06/2026 | 15:49
Foto: Megan Varner/Reuters/Agência Brasil
Foto: Megan Varner/Reuters/Agência Brasil

As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo aumentaram no ciclo que antecede o Mundial de 2026. Levantamento da NordVPN aponta que 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025, quase o dobro dos 19% registrados no período anterior à Copa de 2022.

O avanço ocorre em meio à maior sofisticação das fraudes digitais, impulsionada pelo uso de inteligência artificial generativa. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, ferramentas desse tipo reduzem o tempo necessário para a criação de páginas falsas, campanhas de phishing e abordagens personalizadas, que podem usar dados vazados, como CPF, e-mail e histórico de compras.

Outro dado que reforça o alerta vem do Procon-SP. Entre março e maio de 2026, o órgão registrou 238 reclamações relacionadas à Copa do Mundo. As queixas passaram de 19 em março para 63 em abril e chegaram a 156 em maio. Entre os principais problemas estão atraso ou não entrega de produtos, ofertas não cumpridas, venda enganosa e itens diferentes dos anunciados.

As redes sociais seguem como principal porta de entrada para os golpes. De acordo com o levantamento, o Instagram aparece em 51% dos casos, seguido por WhatsApp, com 48%, Facebook, com 35%, e TikTok, com 26%. Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados.

O mercado de figurinhas e álbuns da Copa também entrou no radar dos órgãos de defesa do consumidor. No Procon-SP, as reclamações sobre esses produtos saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 em maio. As denúncias envolvem principalmente anúncios enganosos e falsificações em marketplaces e grupos de mensagens.

Para reduzir riscos, a orientação é verificar a reputação da loja ou vendedor, desconfiar de preços muito abaixo do mercado, conferir CNPJ, endereço e canais de atendimento, além de guardar anúncios, comprovantes de pagamento e conversas. Especialistas também recomendam atenção a sites recém-criados, ofertas com gatilhos de urgência e páginas que aceitam apenas Pix como forma de pagamento.

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