A concessão das rodovias do Bloco 2 enfrenta um novo percalço. Nenhuma empresa demonstrou interesse em administrar os trechos que atravessam Teutônia e sua microrregião, como a ERS-128 e a RSC-453, além das ERS-130 e 129, também no Vale do Taquari, e as ERSs-135 e 324, no Norte. As propostas deveriam ter sido encaminhadas até o meio-dia desta quarta-feira, 3, na sede da B3, a Bolsa dos Valores de São Paulo.
Desta forma, o leilão previsto para o próximo dia 10, no mesmo local, está cancelado. Até o momento, o Palácio Piratini não divulgou quais serão os próximos passos e nem confirmou uma eventual republicação do edital, revisão do modelo ou até novo cronograma. A expectativa é de que um posicionamento oficial seja feito ao longo do dia Prevista para 30 anos, a concessão incluía operação, manutenção, conservação, melhorias e ampliação da infraestrutura, com investimento de R$ 6 bilhões em quase 409 quilômetros. Também haveria recurso de R$ 1,5 bilhão em aporte público por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
A nova data ocorreria três meses depois da inicial, que seria em 10 de março. Dias antes do certame original, o processo foi suspenso por recomendação do Tribunal de Contas (TCE), que solicitou uma série de ajustes no edital. Após as mudanças, houve a remarcação. Além do período para as execuções das obras, o modelo de pedágio Free-Flow , as localizações das plataformas de cobrança, e o próprio uso do Funrigs eram pontos criticados por lideranças políticas, empresários e comunidade.